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Campo Verde (MT) lidera produção de algodão no país

A área se aproxima de 70 mil hectares em todo o município do Mato Grosso


Que a soja é o carro-chefe da agricultura do Mato Grosso - o Estado do Centro-Oeste é o maior produtor nacional da oleagionosa -, todo mundo sabe. Mas uma nova cultura na região ganha a cada ano mais força e impulsiona a economia matogrossense.

Campo Verde, um pequeno município de 25 mil habitantes localizado no Sudeste do Mato Grosso, é a capital nacional do algodão. Com clima e solos favoráveis, Campo Verde é o maior produtor de algodão em pluma do Brasil, com uma produtividade média de 250 arrobas por hectare - são cerca de 70 mil hectares de algodão em todo o município.

Desses 70 mil hectares, a Fazenda Sabará é responsável pelo plantio de 9 mil hectares. "Há quatro ou cinco anos o Brasil importava muito algodão. Hoje nosso produto já tem qualidade, devido, entre outros fatores, à colheita única", explica o gaúcho Amarildo Padilha, 44 anos, agrônomo e gerente da Sabará que chegou a Campo Verde em 1996 para plantar soja na região. O plantio do algodão é feito em dezembro e a colheita acontece em julho, época da seca.

A força gradativa do algodão se deve também à dificuldade para se plantar soja no Mato Grosso. Padilha diz que os insumos são caros, o produto tem preço baixo e a grande distância dos principais portos dificulta o transporte. "Isso fez com que os produtores plantassem mais para ganhar mais", afirma.

Segundo Padilha, o algodão trouxe benefícios à fazenda durante o ano todo. "Precisamos ter serviço o ano inteiro. É importante para o uso das máquinas e da mão-de-obra", diz o gerente da Sabará, que atualmente tem 270 funcionários. "Se plantássemos apenas soja, hoje teríamos pouco mais de 60 funcionários".

Para se ter uma idéia da estrutura da Fazenda Sabará - que de uma ponta a outra tem extensão de 40 quilômetros -, os funcionários contam com 15 colheitadeiras de algodão - cada máquina custa US$ 250 mil. Também está na Sabará um dos três maiores descaroçadores do País. Aliás, os três estão em Campo Verde.

E não é só a estrutura que chama a atenção de quem vai à fazenda comprar o algodão em pluma - a Alemanha é a maior compradora do algodão produzido em Campo Verde. Padilha e a Associação Matogrossense de Produtores de Algodão (Ampa) primam pela qualidade do produto. "A Ampa implantou um controle de qualidade. Uma etiqueta com código de barra permite que o produto seja rastreado em qualquer lugar do mundo", explica o gerente da Sabará.

Com o crescimento da produção, Campo Verde viu crescer também o número de indústrias algodoeiras de médio e grande portes. Já são 16 e três delas são consideradas as mais modernas em operação no Brasil.

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