Carne de frango: embarques consolidados de setembro

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Carne de frango: embarques consolidados de setembro

Dados consolidados da SECEX/MDIC apontam que em setembro passado foram exportadas 355.617 toneladas
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Os dados consolidados da SECEX/MDIC – incluindo, além do frango inteiro e dos cortes, também os industrializados e a carne de frango salgada – apontam que em setembro passado foram exportadas 355.617 toneladas, volume 8,29% e 6,42% inferior aos alcançados, respectivamente, em agosto passado e em setembro de 2017.

Soa como um fraco resultado. Mas não é bem assim. Em termos de dias úteis, setembro passado teve 4 dias a menos que agosto. Assim, proporcionalmente, os embarques do último mês foram maiores. E, no tocante a setembro de 2017, com um dia útil a mais, deve ser considerado, também, que naquele mês foi registrado o segundo melhor resultado do ano que passou e um dos melhores setembros de todos os tempos.

Tudo isso, entretanto, não afasta a constatação de que o volume acumulado no ano continua significativamente aquém do que foi alcançado em idêntico período de 2017 (queda de 7,62%), o que, combinado com preços também decrescentes, gera uma receita cambial 11,59% menor. 

Embora tal redução se estenda ao acumulado dos últimos 12 meses – queda de 5,75% no volume e de 7,56% na receita cambial – é oportuno considerar que o volume exportado neste terceiro trimestre de 2018 (perto de 1,2 milhão de toneladas) correspondeu ao segundo melhor resultado trimestral já registrado pelo setor. 

Mantido neste trimestre, tal desempenho elevaria os embarques de 2018 para volume não muito distante dos 4,2 milhões de toneladas, diferença de menos de 1% em relação a 2017, quando foram exportadas 4,234 milhões de toneladas. 

Porém, o intrigante neste caso é que o quase recorde do último trimestre ficou perto de 50% acima do trimestre anterior (pouco mais de 805 mil toneladas entre abril e junho), período que, por sua vez, correspondeu ao menor volume trimestral dos últimos 35 trimestres, ou seja, desde janeiro de 2010. Quer dizer: o avanço atual pode ter sido apenas aparente e decorrente de sobras não contabilizadas do trimestre anterior.

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