Carne ovina e javalis

Agronegócio

Carne ovina e javalis

Painel Econômico com Danilo Ucha
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Duas das muitas palestras previstas para o II Seminário Ovinos da Campanha, em Livramento, dias 21 e 22, chamam a atenção. A primeira delas é Carne ovina e o coração, do criador e médico cardiologista Edmundo Torres; a outra, Resultados das análises de sangue e aparelhos digestivos de javalis da Área de Preservação Ambiental do Ibirapuitã (APA-I), de Virginia Santiago, da Embrapa. A carne de cordeiro, pelo que dizem, é mais saudável, e os javalis, animais estranhos à fauna nativa, estão proliferando de forma ameaçadora na Campanha do Rio Grande do Sul.

Os criadores de gado e de ovelhas das regiões da Campanha e da Fronteira-Oeste estão articulando com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e com a Secretaria Estadual da Agricultura uma maneira de combater os javalis, introduzidos na região há alguns anos e que se transformaram em praga, matando animais e destruindo lavouras. Já há trechos de campo dos quais foram retirados todos os bovinos, ovinos e cavalos porque os javalis atacam e matam. Na região do Funchal, em Livramento, um pequeno produtor teve 70 cordeiros e um terneiro abatidos pelos javalis.

Javalis II

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, quer a revisão da legislação de combate ao animal, hoje, de certa forma, protegido pelo Ibama. "Estamos preocupados com os ataques e a proliferação dos javalis. É necessário estancar o crescimento deles, sob pena de aumentar os prejuízos no meio rural", diz Sperotto.

O presidente do Sindicato Rural de São Gabriel, Tarso Teixeira, que se reuniu com colegas de Livramento, Dom Pedrito, Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Lavras do Sul e Santana da Boa Vista, diz que são necessárias medidas urgentes, inclusive a liberação emergencial da caça ou a redução populacional através de ração esterilizante. Uma das alternativas é liberar e incentivar a caça ao javali, como se faz, periodicamente, na França. Outros, querem usar veneno para combatê-los, o que desagrada ambientalistas e pode atingir outros animais da fauna nativa.
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