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Chuvas amenizam estresse em lavouras de soja

Safra 2025/26 terá 6,74 mi de hectares


Foto: United Soybean Board

A cultura da soja no Rio Grande do Sul apresenta elevada variabilidade de potencial produtivo entre as lavouras, em razão da distribuição irregular das chuvas e da persistência de alta demanda evaporativa. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o boletim, as condições climáticas recentes resultaram em déficits hídricos diferenciados entre regiões e áreas de cultivo. As precipitações registradas entre 12 e 15 de fevereiro proporcionaram recomposição parcial da umidade do solo em áreas mais amplas, especialmente na Fronteira com o Uruguai e no Centro-Oeste do Estado. Conforme a entidade, o cenário levou à recuperação da turgidez vegetal e à atenuação temporária dos sintomas de estresse hídrico.

Em parte das lavouras, a produtividade projetada permanece próxima à expectativa inicial, condicionada à continuidade das chuvas nas próximas semanas. No entanto, o informativo aponta que perdas já estão consolidadas em áreas submetidas a déficit hídrico prolongado, sobretudo em solos rasos, arenosos e em posições de relevo mais elevadas.

A maior parte das lavouras está na fase reprodutiva, que corresponde a 85% da área cultivada, sendo 35% em florescimento e 50% em enchimento de grãos, período considerado decisivo para a definição do rendimento. Nas áreas mais afetadas, são observados senescência precoce, abortamento de flores e vagens, redução da área foliar e heterogeneidade de estatura das plantas, reflexo da condição hídrica das últimas semanas. Já as áreas com maior capacidade de retenção de água, como várzeas e lavouras com cobertura de palhada, mantêm melhor condição fisiológica e maior potencial produtivo.

Segundo a Emater/RS-Ascar, não há pressão significativa de pragas no momento. São realizados controles pontuais de ácaros, tripes e percevejos. Há incidência de ferrugem-asiática, principalmente em locais com maior umidade, com aplicação calendarizada de fungicidas e alternância de princípios ativos.

Para a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a entidade indica área cultivada de 6.742.236 hectares. Uma nova estimativa de produtividade está em elaboração e deve ser divulgada no início de março.

No mercado, o valor médio da saca de 60 quilos apresentou alta de 0,22% em relação à semana anterior, passando de R$ 117,99 para R$ 118,25, conforme levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado.

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