Safras de citros têm manejo intensificado no RS
Produtores reforçam controle fitossanitário
Foto: Seane Lennon
A produção de citros no Rio Grande do Sul mantém manejo fitossanitário e nutricional nas diferentes regiões do Estado, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19) pela Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa de Bagé, em São Gabriel, os produtores realizam tratos culturais de rotina, com aplicação de fungicidas e inseticidas, adubações de manutenção e limpeza dos pomares. Segundo o informativo, as práticas visam “preservar a sanidade das plantas e garantir adequado desenvolvimento dos frutos”.
Em Frederico Westphalen, os cultivos estão predominantemente na fase de desenvolvimento de frutos, período que exige maior atenção ao manejo nutricional e fitossanitário. De acordo com o boletim, os produtores seguem com adubações de cobertura conforme recomendação técnica para assegurar o enchimento e a qualidade dos frutos. Também foram intensificados tratamentos preventivos para controle de pinta-preta e cancro-cítrico, além do monitoramento e manejo de ácaros.
Na região de Ijuí, os pomares apresentam cobertura vegetal nas entrelinhas, indicando manejo de solo que favorece a proteção contra erosão, a manutenção da umidade e a melhoria das condições físicas e biológicas do solo. O desenvolvimento das plantas é considerado adequado.
Em Lajeado, a sanidade dos pomares é classificada como satisfatória. Em áreas de solos mais rasos, especialmente em pomares novos, há registro de sinais de deficiência hídrica associados ao calor dos últimos dias. O raleio das bergamoteiras da variedade Okitsu foi concluído, e a prática foi intensificada nas variedades Caí e Pareci. Conforme a Emater/RS-Ascar, o desenvolvimento e o calibre dos frutos estão adequados para a fase da cultura. Produtores realizam roçadas para facilitar o raleio e, em algumas propriedades, efetuam a retirada de galhos finos para reduzir a carga de frutos e melhorar a estrutura das plantas. Seguem ainda tratamentos fitossanitários e manejo de plantas daninhas.
No mercado, o preço da mandarina/bergamota verde varia entre R$ 12,00 e R$ 16,00 por caixa em Montenegro, entre R$ 12,00 e R$ 14,00 por caixa em Tupandi e média de R$ 14,00 por caixa em São José do Sul. Há relatos de que indústrias do setor solicitam prazo de até 180 dias para pagamento da fruta fornecida. Em Harmonia, a lima ácida Tahiti é comercializada, em média, a R$ 35,00 por caixa de 25 quilos. Em Brochier, o limão Tahiti varia entre R$ 40,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos, enquanto o limão Siciliano está em torno de R$ 40,00 por caixa de 25 quilos.
Na região de Passo Fundo, a laranja está na fase de formação de frutos, etapa que define o potencial produtivo da próxima safra. Os pomares apresentam bom estado fitossanitário, com monitoramento de pragas e doenças, como pinta-preta e ácaros, e aplicação de inseticidas e acaricidas conforme orientação técnica. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 0,80 e R$ 0,90 por quilo, conforme qualidade e classificação.
Em Soledade, as áreas apresentam boa sanidade e desenvolvimento compatível com o período. O monitoramento fitossanitário segue de forma preventiva, contribuindo para a manutenção da qualidade dos frutos e do equilíbrio produtivo.