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Cautela política e ajuste externo influenciam mercados

No mercado doméstico, a negociação do milho segue travada na B3


No mercado doméstico, a negociação do milho segue travada na B3 No mercado doméstico, a negociação do milho segue travada na B3 - Foto: Pixabay

O mercado financeiro e de commodities inicia a sexta-feira sob um ambiente de maior cautela, influenciado por fatores políticos internos, ajustes nos mercados internacionais e atenção ao clima nas principais regiões produtoras. Segundo a Agroinvest Commodities, o dólar avança frente ao real, refletindo o aumento das incertezas no mercado doméstico após novos ruídos políticos relacionados ao cenário eleitoral de 2026.

No exterior, o petróleo registra queda depois da forte alta recente, movimento associado ao alívio das tensões no Mar Negro, o que reduz o prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços. Esse cenário contribui para um ajuste nas commodities agrícolas negociadas em Chicago. Soja, milho e óleo encerram o dia em baixa, em um movimento de correção após os ganhos recentes impulsionados pelo avanço do petróleo. Com sinais de progresso nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, o mercado diminui a percepção de risco e volta a direcionar o foco para a safra brasileira e para o ritmo de compras da China. O trigo também acompanha o movimento e recua, devolvendo parte do prêmio acumulado nos últimos dias.

No mercado doméstico, a negociação do milho segue travada na B3, com operações concentradas basicamente em entregas pontuais. A demanda permanece enfraquecida, com o varejo afastado das compras, enquanto os produtores adotam uma postura de espera. As condições climáticas no campo são consideradas favoráveis até o momento, mas o bom desenvolvimento das lavouras ainda depende da regularidade das chuvas nas próximas semanas.

Do ponto de vista meteorológico, a sexta-feira é marcada por tempo mais aberto na maior parte do país, com registros de chuvas pontuais e isoladas. A partir do fim de semana, a chegada de uma frente fria pelo Sul tende a avançar em direção ao Sudeste e a áreas do Centro-Oeste, elevando a instabilidade, embora não haja indicação de volumes extremos e contínuos.
 

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