Cenário global pressiona inflação e câmbio
No Brasil, os efeitos do conflito também aparecem
No Brasil, os efeitos do conflito também aparecem - Foto: Pixabay
O cenário econômico global e doméstico segue pressionado por incertezas geopolíticas e dados recentes de inflação, com reflexos diretos sobre energia, câmbio e atividade. Segundo análise do Rabobank, a interrupção das negociações entre Estados Unidos e Irã elevou os riscos ao cessar-fogo temporário e trouxe novas preocupações sobre o abastecimento global de energia.
A tentativa de trégua previa a reabertura do Estreito de Ormuz, mas a falta de acordo sobre o programa nuclear iraniano aumentou a instabilidade. Esse ambiente já impacta indicadores econômicos. Nos Estados Unidos, a inflação medida pelo CPI avançou 0,9% em março, puxada pelos combustíveis, enquanto o núcleo ficou em 0,2%, em linha com o esperado.
No Brasil, os efeitos do conflito também aparecem. O IPCA de março subiu 0,88%, acima das projeções de mercado, com pressão de gasolina e alimentos e alta disseminada entre todos os grupos. A leitura reforça o impacto direto das tensões externas sobre os preços internos.
No câmbio, o real teve valorização recente, com o dólar encerrando a semana anterior em R$ 5,055, mas a perspectiva segue de depreciação ao longo de 2026 diante da redução do diferencial de juros e possível fortalecimento global da moeda americana, com projeção de R$ 5,55 no fim do período.
Na balança comercial, março registrou superávit de US$ 6,4 bilhões, com avanço tanto das exportações quanto das importações, que atingiram recorde para o mês. Apesar do resultado positivo, o saldo ficou abaixo das expectativas.
A agenda econômica da semana concentra indicadores relevantes no Brasil e na América Latina, incluindo dados de serviços, varejo e atividade econômica, além de divulgações importantes na Colômbia e no Peru, que ajudam a medir o ritmo da economia regional.