Chineses estreitam as relações comerciais com Mato Grosso


Agronegócio

Chineses estreitam as relações comerciais com Mato Grosso

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As relações comerciais entre Brasil e China prometem se intensificar ainda mais no Centro-Oeste. Nesta quarta-feira será inaugurado o primeiro escritório da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China na região, em Mato Grosso (CCIBC/MT). A décima filial da CCIB ficará localizada em Cuiabá e o evento de inauguração ocorre hoje, no município de Rondonópolis, onde é realizada a feira Agrishow Cerrado 2003. O escritório vai funcionar como uma espécie de incentivador para o desenvolvimento de novos negócios e visa estreitar as relações bilaterais entre os dois países. A direção executiva ficará com o empresário Newton Bezerra Cavalcanti. A rota de exportação Mato Grosso-China deve manter o seu foco na agricultura e pecuária.

"Queremos desenvolver um amplo relacionamento entre Mato Grosso e China, em termos de comércio, investimentos, trocas culturais e principalmente na amizade", informa Charles Tang, presidente nacional da CCIBC. O presidente da entidade considera que Mato Grosso é um estado de suma importância dentro do contexto econômico brasileiro, com ênfase no agronegócio. "A exportação de soja para a China dobrou e criamos grupos de comércio de carnes e aves", completa. A câmara projeta que somente a exportação de soja para o país asiático, atingirá o equivalente a 8 milhões de toneladas.

Comércio bilateral

No ano passado, o comércio bilateral Brasil-China foi da ordem de US$ 4,1 bilhões. A estimativa para este ano é que as transações comerciais ultrapassarão os US$ 5,5 bilhões chegando aos US$ 6 bilhões. De acordo com a CCIBC, existem 15 projetos de grandes empresas chinesas querendo investir no Brasil. Os negócios envolvem a área farmacêutica (medicamentos), alimentação (frigoríficos), agricultura e outros. "Estamos sempre ocupados em gerar emprego no Brasil, via divisas de exportação e via atração de investimentos", diz Tang. O presidente da câmara enfatiza que a China não é apenas um grande mercado, "mas um mercado que têm dinheiro".

A China possui atualmente, segundo dados da CCIBC, mais de US$ 400 bilhões em reservas de divisas. Recursos que podem representar novas oportunidades para os empresários de Mato Grosso. Os produtos mais procurados pelos chineses são os que dizem respeito ao agronegócio, como a soja, carne e algodão. O turismo também pode se tornar um bom negócio para o estado. Em 2002 o Brasil recebeu mais de mil delegações de chineses. Além disso, no ano passado aconteceu em Xangai a primeira feira brasileira comercial na China, após 18 anos.

Próximas missões

No calendário das próximas missões de negócios, no mês de junho o ministro da agricultura, Roberto Rodrigues, vai liderar uma viagem de agronegócios para a China. Em setembro vai ser promovida, no Rio de Janeiro, a feira chinesa no Brasil. Numa parceria entre a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a CCIBC. E no próximo ano, acontece a feira brasileira em Beijing. "É um comércio de duas vias", diz Tang. O presidente da Câmara considera que também existe a necessidade de promover a importação de produtos chineses. "Somos uma grande fábrica para todo o mundo", afirma.

Entre os bens-de-consumo que os chineses gostariam de vender para Mato Grosso estão as geladeiras, calçados e eletro-eletrônicos. Máquinas agrícolas também fazem parte da lista de exportações chinesas. "Unindo a classe empresarial, o governo e a Câmara Brasil-China, podemos multiplicar as oportunidades de parcerias entre Mato Grosso e China", afirma Tang. A CCIBC é uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, regida pelas leis brasileiras e tem acordo com a CCPIT (China Council on the Promotion of Industrial Trade). A entidade foi fundada em dezembro de 1986, em São Paulo, e possui 10 filais no Brasil e 5 na China.


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