Chineses vão ampliar as compras de óleos vegetais


Agronegócio

Chineses vão ampliar as compras de óleos vegetais

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Uma seleta platéia, com cerca de 300 representantes de indústrias de óleos vegetais do mundo todo, reservou especial atenção, ontem, ao pronunciamento do enviado chinês Lin Yongqing, executivo da China National Vegetables Oils Association (CNVOA), no último dia de trabalhos do 73 Congresso da Associação internacional das Industrias do setor (Iasc).

Afinal de contas, com seus l,2 bilhão de habitantes e crescimento econômico de 8% ao ano nos últimos anos, a China é o mercado que mais cresce no mundo.

E promete continuar crescendo ainda mais, depois da atual fase de adaptação às regras da Organização Mundial de Comércio (OMC), da qual a China passou a ser membro em dezembro de 2001. No ano passado, já após sua entrada na OMC, a China logrou exportações de US$ 325,5 bilhões, o que significa alta de 22,3% na comparação com o ano anterior, e importações de US$ 295,2 bilhões (elevação de 21,2%). As reservas cambias do país alcançaram US$ 270 bilhões em final de 2002.

"A China espera para si nova fase de prosperidade na OMC", disse Yongqing. O mesmo espera os países exportadores de soja e derivados, que disputam as cotas de importação abertas pelo mercado chinês para compras de óleos vegetais em 2003. As importações complementam o abastecimento interno do país, que vem ampliando sua produção doméstica de óleos vegetais, tendo produzido no ano passado 16,9 milhões de toneladas de óleo de soja, 15 milhões de toneladas de óleo de amendoim, 11 milhões de toneladas de óleo de colza, entre outros. No total, foram produzidas pelo agricultores da China, em 2002, 45,65 milhões de toneladas de óleos vegetais, como mostrou Yongqing.

Dentro das cotas pré-estabelecidas para as importações de óleos, o imposto é de 9%. Fora da cota, a tarifa é de 85%, inviabilizando negócios. Neste ano, a China comprará dentro do regime de cotas 2,818 milhões de toneladas de óleo de soja, acima das 2,518 milhões de toneladas do ano passado. Para 2004, o volume estabelecido pelo acordo da China com a OMC é de 3,118 milhões de toneladas nas cotas de óleo de soja. Em 2005, último ano de cota antes da liberação total do mercado, o volume previsto é de 3,587 milhões de toneladas.

Ao todo, a China se compromete a importar este ano, dentro do regime de cotas, volumes de 6,436 milhões de toneladas de óleos vegetais, entre soja, palma e colza. Em 2005, as quantidades serão de quase 8 milhões de toneladas.


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