Chuva devolve esperança a produtores de soja da Argentina
Estimativa da Bolsa de Cereais de Buenos Aires é de uma safra de 40 mi de t, aquém dos 48 mi da safra de 2007/8
Tempestades nas províncias de Córdoba, Santa Fe e Entre Ríos melhoraram os duros prognósticos para a safra de 2008/9 para o terceiro maior exportador mundial de soja.
Entretanto, cultivos localizados ao sul do cinturão sojicultor argentino continuam sofrendo com a falta de água.
"As principais zonas produtoras das províncias de Córdoba, Santa Fe e Entre Ríos parecem ter voltado a seus padrões hídricos normais", disse Liliana Núñez, titular do departamento de Agrometeorologia do Serviço Meteorológico Nacional.
"Nestas áreas a produção de soja poderia chegar a ser normal. Entretanto, em zonas sojicultoras periféricas localizadas mais ao sul, como (na província de) La Pampa e no oeste (da província) de Buenos Aires, a seca continua", acrescentou ela.
A estimativa da Bolsa de Cereais de Buenos Aires é de uma safra de soja de 40 milhões de toneladas, aquém dos 48 milhões da safra de 2007/8.
O cultivo da atual safra começou em novembro, e algumas plantas estão num período particularmente sensível, que exige níveis corretos de umidade para os grãos.
O governo ainda não realizou sua previsão para a safra 2008/9, enquanto o Departamento de Agricultura dos EUA estimou uma queda de 46,2 para 43,8 milhões de toneladas.
"Portanto, continuarão as precipitações favoráveis em Córdoba, Santa Fe, Entre Rios e o norte de Buenos Aires durante as próximas duas ou três semanas, o que permitirá superar os efeitos provocados pela seca na primeira parte da campanha", acrescentou.