As perspectivas climáticas para o milho 2026/27 em Mato Grosso indicam disponibilidade hídrica para a semeadura, mas exigem atenção à distribuição das chuvas nos próximos meses. Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produtividade está projetada em 119,64 sacas por hectare, e a produção, em 53,68 milhões de toneladas, mesmo diante dos riscos climáticos ao longo do ciclo.
O avanço da semeadura da soja 2026/27, acima dos maiores índices registrados nos últimos cinco anos para o período, pode antecipar a colheita e favorecer o calendário de implantação do milho de segunda safra.
Segundo dados divulgados pelo Imea, a área projetada para o milho é de 7,48 milhões de hectares. A disponibilidade de umidade no solo será importante para viabilizar a semeadura dentro da janela adequada. As previsões climáticas, porém, apontam diferenças na distribuição das precipitações entre as regiões produtoras do estado, o que pode influenciar o andamento das operações agrícolas.
De acordo com as projeções do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), para o período de novembro de 2026 a janeiro de 2027, são esperadas chuvas próximas da média em parte de Mato Grosso.
A previsão também indica desvios negativos de precipitação no norte do estado e positivos nas regiões centro-sul e leste. Para o período de dezembro de 2026 a fevereiro de 2027, a tendência é de ampliação das áreas com chuvas acima da média nas regiões centro-sul e leste, favorecendo a manutenção da umidade do solo e a implantação da cultura.
Apesar da perspectiva de disponibilidade hídrica, a distribuição das precipitações será determinante para o andamento dos trabalhos no campo. Volumes de chuva acima da média podem interromper a colheita da soja e atrasar a semeadura do milho, comprometendo o calendário das operações agrícolas. Além disso, possíveis restrições hídricas durante as fases de florescimento e enchimento de grãos representam riscos ao rendimento das lavouras. Por isso, o comportamento do clima nos próximos meses será decisivo para acompanhar o desenvolvimento da safra.
Diante das incertezas climáticas, o Imea mantém a produtividade média do milho em 119,64 sacas por hectare e a produção estimada em 53,68 milhões de toneladas na safra 2026/27. O cenário combina perspectivas de umidade favorável à implantação das lavouras com riscos relacionados à distribuição das chuvas e à disponibilidade de água em fases importantes do desenvolvimento da cultura.