Cientistas farão pesquisa sobre o eucalipto


Agronegócio

Cientistas farão pesquisa sobre o eucalipto

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Pesquisadores e empresas associadas ao Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef) se reunirão para participar de uma pesquisa inédita, avaliar o eucalipto transgênico. O programa foi lançado na semana passada pelo Ipef durante o 1º Curso de Biosegurança com Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), encerrado na última sexta-feira em Itu. A pesquisa será realizada em rede por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) junto com as empresas envolvidas no projeto.

Entre as empresas participantes estão Aracruz, Votorantim, Duratex, Ripasa, International Paper, Veracel e o Conselho Empresarial de Biotecnologia e Desenvolvimento Sustentável. O setor industrial avalia que a criação da rede pode minimizar a resistência à pesquisa transgênica. Eles querem também, e principalmente, evitar os problemas enfrentados pela americana Monsanto, que sozinha enfrentou forte resistência às pesquisas com a soja Roundup Ready que coordenava em campos experimentais no Sul.

De acordo com Luciana Di Ciero, pesquisadora do Departamento de Ciências Florestais da Esalq, a linha de pesquisa para identificar benefícios e problemas do eucalipto transgênicos ainda não está totalmente definida. Entre as prováveis linhas a serem contempladas num amplo arco de financiamento estão: a avaliação do impacto ambiental provocado por organismo geneticamente modificado, estudo sobre legislação e a política para o setor industrial que utiliza a matéria-prima eucalipto sobre os transgênicos ou uma avaliação da qualidade deste tipo de madeira, entre outros temas.

Segundo a pesquisadora, esta definição ocorrerá numa reunião ao final de dois meses, após um consenso entre as indústrias. Existem, diz ela, problemas específicos em algumas empresas quanto ao uso da matéria-prima, mas há dificuldades comuns enfrentadas por todos, seja para o processo de extração da celulose seja no uso da madeira para produção de placas. "A idéia é conseguir promover vários grupos de trabalho para identificar os assuntos mais relevantes para as empresas."

A pesquisa desejada pelo grupo não tem relação com o sequenciamento genético da espécie, trabalho efetuado por duas frentes de pesquisadores financiados pelo governo federal e pela Fapesp. O programa de cooperação lançado pelo Ipef também não deverá avançar sobre o chamado genoma funcional.


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