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Clima afeta cotações dos grãos na CBOT

Os contratos futuros do trigo foram os que tiveram a maior variação na semana


O mercado de clima nos Estados Unidos afetou as cotações dos grãos na Bolsa de Chicago (CBOT). Os contratos futuros do trigo foram os que tiveram a maior variação na semana, acumulando alta de 6% entre segunda-feira e sexta-feira passada. Os papéis com vencimento em julho encerraram a semana avaliados em 490 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o analista Élcio Bento, da Safras & Mercado, tanto o trigo de inverno quanto o da primavera nos Estados Unidos podem ser prejudicados. No caso do inverno, a qualidade pode ser afetada, enquanto no da primavera teria de haver replantio - como não há tempo hábil, a expectativa é que a área seja trocada por milho ou soja.

No mercado interno, as cotações também estão mais altas por conta do embargo argentino imposto desde o dia 8 de março. Durante a semana, as cotações se valorizaram até 3%, chegando a R$ 495 a tonelada no Paraná.

O milho teve reajuste durante a semana em Chicago: 1,5% para o contrato de maio, que encerrou o pregão a 369 centavos de dólar por bushel. Fábio Turquino Barros, da AgraFNP, explica que o clima nos Estados Unidos está atrapalhando o plantio, que este ano será 15% maior - 36,6 milhões de hectares. No mercado interno o grão encerrou a semana a R$ 18,50 a saca (60 quilos) em Paranaguá. "O mercado está travado, esperando uma definição de preço", diz Barros.

Com a perspectiva de migração de trigo ou milho para a soja nos Estados Unidos devido ao clima, as cotações da oleaginosa encerraram a semana desvalorizadas em 1,5%. Os contratos com vencimento em julho fecharam o pregão a 755 centavos de dólar por bushel.

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