Clima continua sustentando alta nos preços do açúcar
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Imagem: Eliza Maliszewski

MERCADO

Clima continua sustentando alta nos preços do açúcar

Os contratos futuros do açúcar bruto com vencimento em março/21 de Nova York bateram uma máxima de sete meses
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Diante de rumores de que a seca prolongada na Região Centro-Sul do Brasil, a de maior produção de cana-de-açúcar do país, continua firme, somada ao aumento de compras por parte dos fundos fez com que os preços do açúcar se sustentassem nesta quinta-feira (8), fechando, novamente, em ligeira alta na ICE em Nova York e Londres.

Os contratos futuros do açúcar bruto com vencimento em março/21 de Nova York bateram uma máxima de sete meses, negociados em 14.17 centavos de dólar por libra-peso, alta de 3 pontos no comparativo com a véspera. Já a tela para maio/21 subiu 1 ponto, negociada em 13.74 cts/lb. Os demais contratos valorizaram entre 2 e 4 pontos.

Segundo análise da Agência Reuters, operadores disseram que fundos seguem aumentando as posições compradas diante do cenário de clima adverso no Brasil. "Por enquanto, o caminho de menor resistência continua sendo o de altas. Porém, alertamos que a reversão dessas máximas pode ser bem desagradável", disse o analista Tobin Gorey, do Commonwealth Bank of Australia, acrescentando que os fundos podem chegar em breve à capacidade limite de risco e interromper as compras, segundo apurou a Reuters.

Outras notícias que são aguardadas por analistas e operadores do mercado mundial de açúcar são o balanço de safra que a Unica deve lançar nos próximos dias, referente à segunda quinzena de setembro, bem como os impactos reais da seca no Brasil.

"A StoneX elevou projeções de déficit no mercado global de açúcar na temporada 2020/21, citando uma retomada no consumo do adoçante no curto prazo e quedas na produção da Tailândia, Rússia e União Europeia", finalizou a análise da Reuters.

Londres

O mercado futuro do açúcar branco de Londres também viu a commodity se valorizar em todas as telas nesta quinta-feira. O lote para dezembro/20 foi firmado em US$ 385,80 a tonelada, alta de 1,70 dólar no comparativo com a véspera. Já a tela para março/21 subiu 2,10 dólares, com negócios em US$ 387,70 a tonelada. Os demais vencimentos subiram entre 50 cents e 1,40 dólar.

Mercado doméstico

No mercado interno o açúcar cristal teve seu terceiro dia seguido de alta pelo indicador Cepea/Esalq, da USP, mantendo-se acima dos 90 reais a saca. Ontem, o indicador se firmou em R$ 90,71, valorização de 0,52% no comparativo com os preços de quarta-feira.

Etanol diário

O etanol hidratado também teve seu terceiro dia consecutivo de alta no Indicador Diário Paulínia, negociado nesta quinta-feira em R$ 1.955,00 o metro cúbico, contra R$ 1.950,50 do dia anterior, alta de 0,23% no comparativo entre as datas.

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