Clima e Dólar podem mudar preço da soja brasileira

MERCADO BRASIL

Clima e Dólar podem mudar preço da soja brasileira

Haverá uma intensificação das chuvas nos próximos cinco dias – especialmente na Região Sul
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a sexta-feira (22.11) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação caindo 0,67%, para R$ 90,69 o valor da saca. Já nas praças do interior do País o valor praticamente se manteve estável (ligeira queda de 0,01%), ficando em R$ 85,40 a saca de 60 quilos (referência Paraná).

Há ainda um suporte grande da demanda sob os preços brasileiros, com os chineses disputando a oleaginosa nacional com o mercado interno. A questão cambial e a valorização do Dólar norte-americano deve estar no radar dos vendedores nacionais e determinar a tendência de preço nessa semana.

O principal foco de atenção do mercado da soja atualmente no Brasil, porém, são as dificuldades climáticas que algumas regiões enfrentam no avança da safra. De acordo com as previsões climáticas atualizadas, haverá uma intensificação das chuvas nos próximos cinco dias – especialmente no Sul do Brasil, Paraguai e Nordeste da Argentina. 

“A massa de ar quente estacionada sobre o Centro-Sul do Brasil começa a perder forças, dando espaço para a chegada de precipitações proveniente da Mata Amazônica. Até o dia 27 de novembro, índices pluviométricos entre 20-50mm deverão cobrir todas as regiões do Centro-Oeste brasileiro, todas as zonas sojiculturas de Minas Gerais, oeste da Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins”, aponta relatório da ARC Mercosul. 

Além disso, o estado de São Paulo e Paraná também deverão se favorecer desta rodada extra de chuvas, porém com totais mais sucintos, na casa dos 19-25mm acumulados no período. “O Paraguai, que vem sofrendo com a falta de chuvas há dias/ semanas, receberá precipitações significantes, recuperando os níveis de umidade do solo, que já se encontram em estágios críticos”, concluem os analistas da ARC.


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