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Clima favorece desenvolvimento das lavouras, mas exige atenção

Padrão tende a beneficiar o desenvolvimento vegetativo


Foto: Pixabay

O cenário climático se manteve amplamente favorável ao desenvolvimento das safras no Brasil, segundo dados divulgados no relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA. Chuvas bem distribuídas entre dezembro e a primeira quinzena de janeiro garantiram boa reposição hídrica do solo, essencial para o crescimento das lavouras.

As precipitações, com acumulados superiores a 150 mm nas principais regiões produtoras do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, beneficiaram cultivos como soja, milho, café, cana-de-açúcar e citros. No entanto, o excesso de umidade começou a impactar negativamente operações de colheita e plantio, como a soja em Mato Grosso e o algodão em outras regiões.

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Para as próximas semanas, as projeções climáticas indicam continuidade das chuvas, especialmente entre Norte, Centro-Oeste e Sudeste, com possibilidade de invernadas. Esse padrão tende a beneficiar o desenvolvimento vegetativo, mas pode reduzir a janela ideal para o milho safrinha.

Modelos climáticos apresentam divergências: o europeu aponta chuvas persistentes, enquanto o americano sugere volumes menores, o que poderia acelerar colheitas em caso de confirmação do padrão mais seco.

Apesar dos riscos operacionais, a tendência de neutralidade climática, com reposição hídrica contínua, sustenta boas perspectivas de produtividade para a safra 2025/26. A regularidade das chuvas permanece como fator crítico. Em resumo, o clima segue como aliado das lavouras, mas exige gestão cuidadosa do produtor para evitar perdas na colheita e garantir boas condições às culturas subsequentes.

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