Colheita avança e liquidez segue limitada para o milho
No Rio Grande do Sul, a safra 25/26 já tem 58% da área colhida
No Rio Grande do Sul, a safra 25/26 já tem 58% da área colhida - Foto: Pixabay
O mercado de milho nos principais estados produtores do Sul e do Centro-Oeste segue marcado por baixa liquidez, avanço da colheita e impactos climáticos sobre parte das lavouras. Segundo a TF Agroeconômica, o ambiente permanece cauteloso, com compradores priorizando estoques próprios e aquisições de curto prazo, enquanto produtores concentram esforços na colheita e na organização da armazenagem.
No Rio Grande do Sul, a safra 25/26 já tem 58% da área colhida. A produtividade nas áreas já retiradas do campo é considerada satisfatória e próxima do projetado inicialmente, mas as lavouras remanescentes apresentam grande variabilidade em função da irregularidade das precipitações e do déficit hídrico em fases críticas do ciclo. A estimativa da Emater permanece em 785.030 hectares cultivados, com produtividade média de 7.370 quilos por hectare. O plantio está praticamente concluído, alcançando 99% da área. No mercado, as indicações variam entre R$ 54,00 e R$ 72,00 por saca, conforme a região, e o preço médio estadual recuou 0,89%, passando para R$ 58,81 por saca.
Em Santa Catarina, a colheita atinge 16% da área, ainda abaixo do ritmo histórico e do registrado no mesmo período do ano passado. O mercado permanece travado, com pedidas próximas de R$ 75,00 por saca e ofertas ao redor de R$ 65,00, refletindo o desalinhamento entre produtores e indústrias.
No Paraná, a primeira safra soma 18% da área, também abaixo das médias anteriores, enquanto a segunda safra alcança 22% de semeadura. As cotações seguem regionalizadas, com variações entre as praças e negócios restritos a volumes pontuais. No Mato Grosso do Sul, a safrinha chega a 14% da área. Os preços oscilam entre R$ 53,00 e R$ 55,00 por saca, em cenário de oferta elevada e demanda cautelosa.