Colheita tardia aumenta exposição do milho a perdas
Colher milho cedo ou tarde aumenta riscos no campo
Foto: USDA
A definição do momento de colher o milho influencia diretamente as perdas no campo, a qualidade dos grãos e os custos de secagem e armazenagem. Tanto a colheita antecipada quanto a tardia apresentam riscos e exigem avaliação das condições da lavoura e da estrutura disponível na propriedade.
Quando o milho é colhido com umidade elevada, aumenta a necessidade de secagem, com maior consumo de energia e tempo de processamento. Grãos mais úmidos também ficam mais sujeitos a trincas, quebras e desuniformidade de umidade dentro do lote.
Já a permanência prolongada da cultura no campo após a maturidade fisiológica amplia o risco de debulha natural, queda de espigas, acamamento e quebramento de plantas. A exposição a chuvas, ventos, pragas e fungos também pode favorecer o aumento de grãos ardidos e o potencial de ocorrência de micotoxinas.
Para definir o momento de entrada das colhedoras, o material recomenda acompanhar a umidade dos grãos, observar a maturidade da lavoura e considerar a capacidade de colheita, transporte, secagem e armazenagem. As condições climáticas e o histórico de doenças e pragas também devem entrar na decisão.
Na prática, o ponto de colheita deve buscar equilíbrio entre reduzir a exposição do milho no campo e trabalhar com uma umidade compatível com a estrutura de pós-colheita, evitando perdas e custos desnecessários.