Combate às pragas da banana é tema de dia de campo no ramal Espinhara

Agronegócio

Combate às pragas da banana é tema de dia de campo no ramal Espinhara

A broca do rizoma, conhecida como moleque da bananeira, e a sigatoka negra são as principais inimigas dos agricultores
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Produtores de banana do Ramal Espinhara, zona rural de Bujari, participaram na quinta-feira, 13, de um dia de campo promovido pela Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), em parceria com a Embrapa com o objetivo de discutir o controle das principais pragas nocivas aos bananais no estado.

A escolha da comunidade se deu em razão da potencialidade para a produção da fruta e a incidência de pragas que estão comprometendo o desenvolvimento dos bananais cultivados na região.

Gilberto Ivo é o proprietário da área e tem plantados mais de 1,3 mil pés de banana. “As pragas são nossa maior dificuldade porque diminuem o lucro. Se não fosse o aparecimento dessas doenças eu me dedicaria apenas ao cultivo da banana, já que o mercado dessa fruta é muito bom”, afirma.

As pragas na propriedade representam bem a incidência nas lavouras do estado de banana comprida, que é maior produção do fruto no Acre. A broca do rizoma, conhecida como moleque da bananeira, e a sigatoka negra são as principais inimigas dos agricultores.

Durante o dia de campo, os produtores foram orientados pelos pesquisadores sobre as formas mais adequadas para combater as duas pragas. O controle vai dos tratos culturais na lavoura, como desfolha e limpeza dos cachos até a aplicação de produtos químicos.

Um novo desafio é o aparecimento da broca gigante na região. Quando adulta, a forma é de uma mariposa que deposita os ovos na bananeira, que se transformam em lagartas capazes de comprometer a produção da fruta.

Atividades como dia de campo disseminam conhecimento no meio rural

A grande arma encontrada para combater as pragas é investir em pesquisas e disseminar o conhecimento gerado entre os produtores rurais.

No caso da broca gigante, que é uma praga recente, o desafio é encontrar alternativas para combater a doença. “Essa atividade surgiu a partir de problemas encontrados no campo e estamos trazendo aos produtores as tecnologias já disponíveis”, destaca Gilberto Costa, analista da Embrapa.

A banana é a produção agrícola mais cultivada no Acre. Segundo levantamento da Embrapa, são mais de 7,3 mil hectares plantados, o que representa uma produção anual de 77 mil toneladas de banana.

“Conhecimento é essencial para a produção. Vimos aqui hoje que existem tratos culturais que são simples e que aumentam a produtividade. Queremos intensificar essa parceria com a Embrapa e disseminar informação no meio rural”, afirma Paulo Roberto Brana, diretor de produção familiar da Seaprof.


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