Como manejar daninhas em sorgo?
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Imagem: Marcel Oliveira

DIFICULDADE

Como manejar daninhas em sorgo?

Um dos entraves para a produtividade é a sensibilidade da cultura a maioria dos graminicidas comercializados
Por: -Eliza Maliszewski
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A área de sorgo cresceu cerca de 7% nesta safra, chegando a 785 mil hectares, ultrapassando 2,3 milhões de toneladas segundo dados da Conab. O cereal vem sendo uma boa opção inclusive na safrinha. Um dos entraves para a produtividade são as plantas daninhas e a sensibilidade da cultura a maioria dos graminicidas comercializados. 

As perdas de produtividade no sorgo, causadas pela matocompetição, podem atingir em torno de 35% na fase inicial de implantação da cultura, principalmente nas primeiras quatro semanas quando não conduzida com eficiência, podendo alcançar até 70% se não utilizado nenhum método de controle.

Segundo estudos a presença de 175 plantas por m2 de capim-arroz (Echinochloa crusgalli) pode reduzir a produtividade do sorgo granífero em 52%. Já o incremento de uma planta de caruru (Amaranthus palmeri) por m2 pode proporcionar reduções de até 1,8% no rendimento dessa cultura. Em relação ao sorgo forrageiro, a matocompetição pode reduzir de 18 a 80% da produção de forragem.

Fabricio Ferreira Viana, Engenheiro Agrônomo de produto na Corteva Agriscience, explica, em um artigo, que a falta de pesquisas no Brasil no que se diz respeito aos herbicidas x sorgo torna fundamental o desenvolvimento e a identificação de herbicidas para aplicação em pós-emergência com boa ação sobre as gramíneas com seletividade para a cultura do sorgo.

O especialista aponta métodos de controle que podem auxiliar no manejo:

- Preventivo: Objetiva evitar a entrada ou disseminação de plantas voluntárias dentro da área de produção através de sementes contaminadas, máquinas e animais.

- Cultural: baseado em práticas agrícolas onde a cultura é favorecida pela diminuição das plantas invasoras através de por exemplo: espaçamento entre as linhas, densidade de plantio, época de plantio, uso de cobertura morta; permitindo que a cultura possa ser mais competitiva.

- Mecânico: consiste na utilização de cultivadores que podem ser com tração animal ou tratorizado. É considerado incompatível em relação ao sistema de plantio direto pelo revolvimento do solo restringindo o sistema convencional como aração e gradagem.

- Químico: com uma maior suscetibilidade aos graminicidas o sorgo limita o uso do controle químico.

“Devemos levar em consideração o conhecimento da seletividade do herbicida para a cultura e sua eficiência no controle das espécies na área a ser cultivada. Importante sabermos que o uso de herbicidas representa um custo de produção alto e será recomendado para lavouras de médio/alto rendimento’’, destaca.

Dentre os produtos registrados para o controle de plantas daninhas há produtos a base de atrazine em pré-emergência em áreas pouco infestadas de gramíneas. Também há opção de sua utilização em pós-emergência associado a óleo vegetal (formulação pronta) ou óleo mineral em mistura de tanque, trazendo possibilidades de controlar as folhas largas (dicotiledôneas). “Infelizmente na cultura do sorgo não há opções de produtos registrados para o controle de folhas estreitas. Isso nos leva à necessidade de uma boa dessecação da área em pré-plantio e/ou cultura anterior que nos permita o plantio livre da matocompetição, principalmente nos estádios iniciais da cultura”, explica Viana. 


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