Como queda do dólar influencia o trigo e a farinha?
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Imagem: Paulo kurtz/ Embrapa
FARINHA

Como queda do dólar influencia o trigo e a farinha?

Os trigos que chegam por via marítima estão se tornando muito caros
Por: -Leonardo Gottems

De acordo com a TF Agroeconômica, a atual “queda” do dólar influencia os preços do trigo e das farinhas, ao ponto em que diminui os preços dos trigos do Uruguai e do Paraguai e um pouco da Argentina e também nos preços farinhas argentinas. No entanto, existe uma ressalva em relação à queda do dólar, já que, mesmo com a baixa, o valor ainda é bastante superior ao visto no mesmo período do ano passado. 

“Os trigos e as farinhas do Uruguai e do Paraguai (e as farinhas da Argentina) chegam aos moinhos no Brasil por via terrestre, os trigos a R$ 1.335,00 (Rio Grande do Sul) e R$ 1.280,00 (Ponta Grossa), respectivamente, e a farinha 000 oscilando entre US$ 300 (R$ 1.512)-320 (R$ 1.613)/t, pressionando os preços internos. Há trigos da Argentina, da região de Corrientes, que estão na melhor condição entre todos os do país, que chegarão por via rodoviária ao Rio Grande do Sul a preços muito competitivos”, comenta. 

Segundo a consultoria, esta via tem duas vantagens. A primeira delas significa que podem ser adquiridas pequenas quantidades, já que os navios trazem no mínimo 25 mil toneladas e os caminhões 25 toneladas. A segunda é que podem aproveitar o dólar atual. Por navio o câmbio tem que ser fechado no momento da contratação com 60 dias de antecedência e por caminhão no máximo com uma semana. 

“Os trigos que chegam por via marítima estão se tornando muito caros, porque foram adquiridos com dólar mais elevado. Já foram 48.000 toneladas descarregadas no porto gaúcho de Rio Grande, negociadas há dois meses, quando a cotação do dólar estava por volta de R$ 5,62, 11,50% mais altas do que os R$ 5,04 de hoje. Mas, para o primeiro semestre de 2021, principalmente a partir de março (até lá supõe-se que os moinhos tenham trigo nacional) os preços devem começar a subir novamente (mesmo os nacionais), acompanhando os preços do trigo argentino, que começarão a chegar com mais volume ao Rio Grande do Sul, a preços entre R$ 1.480,00 (março) e R$ 1.575,00 (julho)”, conclui. 


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