Cooperativas do RJ faturam 70% mais
Um dos principais exemplos desse segmento é a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro)
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De acordo com informações do Anuário Fluminense do Cooperativismo, as cooperativas agrícolas do estado do Rio de Janeiro registraram um crescimento de 70% em seu faturamento. Nesse contexto, o valor movimentado pelas cooperativas desse segmento chegou a R$ 661,7 milhões no ano passado e, desse total, R$ 19,6 milhões se reverteram em sobras (lucros) do exercício, distribuídos a seus cooperados.
“Um dos principais exemplos desse segmento é a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), localizada em Campos dos Goytacazes. A cooperativa, que se projetou como única unidade produtora de açúcar cristal no estado e a maior produtora de etanol para fins carburantes no mercado do Rio de Janeiro, prevê moagem de 650 mil toneladas de cana-de-açúcar para a safra de 2023/2024, com vistas a uma receita bruta de até R$ 250 milhões neste ano”, comenta o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Rio de Janeiro (Sescoop/RJ), por meio de assessoria de imprensa.
Esse volume resultará em 30 milhões de litros de etanol e 580 mil sacas de açúcar. Por isso, as perspectivas são de ampliação das atividades, com a ativação do pleno funcionamento da Usina Paraíso, localizada em Tocos, distrito de Campos dos Goytacazes. “Tal empreendimento é fruto de investimentos da ordem de R$ 43 milhões. Com duas unidades em funcionamento, a cooperativa gera em torno de 3.000 a 3.500 empregos diretos e indiretos, turbinando a economia do Norte Fluminense”, indica.
“As atividades da Coagro têm dado um novo fôlego à indústria sucroenergética em Campos dos Goytacazes e no estado do Rio de Janeiro com a retomada desse importante segmento de negócio, que havia entrado em declínio no fim dos anos de 1990. O auge da produção sucroenergética foi na década de 1980, com a cidade do Norte Fluminense chegando a ter 27 plantas industriais. No decorrer dos anos, as indústrias passaram a sair da cidade, as que ficaram sucumbiram, chegando à falência, e os produtores começaram a focar em outras culturas”, conclui.