Cooperfibra foca a verticalização
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Agronegócio

Cooperfibra foca a verticalização

Cooperados plantam 70 mil hectares de algodão, 140 mil de soja e 60 mil de milho
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Campo Verde (139 quilômetros ao sul de Cuiabá) ocupa a 5ª colocação no ranking nacional das cidades mais ricas do Brasil de acordo com o seu Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário do IBGE. A cidade também é conhecida nacionalmente pelas lavouras de algodão que lhe renderam o apelido de "capital do algodão". Agora ela também abriga uma das principais cooperativas agropecuária do setor algodoeiro, a Cooperfibra, que inaugurou na sexta-feira, uma das maiores indústrias de fios de algodão do país.


A indústria ocupa uma área construída de 4.500 metros quadrados onde são processadas mensalmente 1.200 toneladas de fios de algodão, que seguirão direto para as fábricas têxteis de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, gerando uma receita de R$ 9 milhões. Isso representa 15% da produção dos 160 cooperados da Cooperfibra, que plantam 70 mil hectares de algodão, 140 mil de soja e 60 mil de milho. Foram investidos R$ 40 milhões, sendo 50% de recursos do FCO, via Banco do Brasil e o restante dos associados. A cooperativa recebeu também incentivo fiscal através do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) vinculado à Secretaria do Estado de Indústria Comércio, Minas e Energia (Sicme).

“A Cooperfibra é um modelo de cooperativa genuinamente mato-grossense e o papel do Estado é o de ser indutor nesse processo de desenvolvimento, através de políticas de incentivo para que possam ser competitivas com as empresas próximas aos portos”, disse o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, durante seu discurso na cerimônia de inauguração. O governador ressaltou a importância de a cooperativa verticalizar sua produção, agregando valor ao produto primário e gerando empregos.


A Cooperfribra tem 10 anos de existência, gera 225 empregos diretos, sendo 140 na indústria inaugurada, e com previsão de faturamento em 2011 de R$ 500 milhões. Para o presidente da cooperativa, Milton Garbugio, o sistema cooperativista é muito importante em todo esse processo e ressalta que a proposta é a de “agregar valor ao produto primário para gerar desenvolvimento econômico e social, pois esse é o propósito de uma cooperativa”.

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileira de Mato Grosso (OCB/MT), Onofre Cezário de Souza Filho, comemora mais esse avanço do sistema cooperativo de Mato Grosso que está presente em 73,24% dos municípios. Ele observa que “a verticalização da cadeia produtiva por meio das cooperativas torna o processo mais fácil, pois agrega valor na escala de produção”. Segundo Cezário, nos últimos 20 anos, o número de cooperativas cresceu 236% e hoje são 177. O número de cooperados cresceu ainda mais, 1.279% e mais de 200 mil pessoas fazem parte de uma cooperativa. Os empregos diretos aumentaram 280%, e em 2011 cerca de 7 mil funcionários possuem carteira assinada em uma cooperativa.


CADEIA DO ALGODÃO - A indústria da Cooperfibra vai desencadear um processo de novos investimentos no setor têxtil da região. A instalação da empresa catarinense BMZ Têxtil para beneficiar os resíduos têxteis da Cooperfibra e outras indústrias, foi confirmada pelo prefeito de Campo Verde, Dimorvan Alencar Brescancim, produzindo algodão em bolas, cotonetes, filtros de café e outros produtos. Além disso, a Têxtil Amazon, também de Santa Catarina, vai instalar uma fábrica e investir cerca de R$ 25 milhões. “A produção em Campo Verde será da semente à roupa, gerando emprego e distribuindo riqueza”, disse confiante o prefeito.

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