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Cotação do café em NY é o maior desde agosto de 1998

A commodity foi negociada na Bolsa de Nova York a 124,75 centavos de dólar


Estimativa de safra menor faz mercado reagir: preço é mais alto em dólar e em reais. O preço do café começa a reagir à baixa oferta brasileira e já rompeu a barreira de 120 dólar por libra-peso. Apesar de o dólar demonstrar uma modesta reação ante o real, o câmbio ainda é considerado um empecilho para a receita do produtor. Em plena safra, a commodity foi negociada segunda-feira (13-08) na Bolsa de Nova York (Nybot) a 124,75 centavos de dólar por libra-peso, o melhor valor - para esse período - desde agosto de 1998, quando a cifra chegou a 122 centavos de dólar por libra-peso. Trata-se também da maior alta deste ano - desde 16 de maio - quando chegou a 124,85 centavos de dólar por libra-peso.

Entretanto, em agosto de 1998 o preço na moeda local era de R$ 135 a saca (60 kg), quando o dólar - também depreciado - era de R$ 1,17. Houve uma melhora no preço interno do café diante da elevação do dólar que coincidiu com o aumento do preço do café em Nova York. Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, a cotação do café arábica (bica corrida) foi negociada ontem entre R$ 255 a saca (60 kg) e R$ 260 no Sul de Minas (MG) - maior valor desde fevereiro. Com isso, o café atingiu o valor previsto no leilão do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para o café arábica, que conta com o subsídio do governo de R$ 200 milhões, o equivalente a 5 milhões de sacas.

A cotação do café subiu devido aos indícios de que a safra brasileira será menor do que a prevista pelo mercado, que chegou a estimar cerca de 37 milhões de sacas. Acredita-se que a produção foi prejudicada por conta da chuva irregular no início do ano. Com isso, a produção esperada passou a 32 milhões de sacas, em linha com a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O cenário altista das cotações é considerado atípico, já que o grão do café está quase 100% colhido. Tradicionalmente, os preços caem na safra devido ao aumento da oferta no mercado.

A cotação do café, da segunda posição, a mais negociada, fechou com alta de 0,8% na Bolsa de Nova York , cotada a 124,75 centavos de dólar por libra-peso - subiu pelo quarto dia seguido. O preço rompeu o patamar dos 120 centavos de dólar por lira-peso no dia 02 deste mês.

Ao atingir essa cifra, Barabach avalia que o preço do café começa a mostra uma tendência de alta mais consistente para os próximos meses. O diretor do Escritório Carvalhaes, Nelson Carvalhaes, também acredita que o cenário é positivo para os preços do café, mas o dólar ainda é um "problema".

As exportações de café caíram 15% nos primeiros 10 dias de agosto - para 406 mil sacas, em relação a igual período de julho, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Isso não reflete a falta de café no mercado interno. Para o diretor do Escritório Carvalhaes, a queda dos embarques é normal nessa época do ano devido o verão e do período de férias no Hemisfério Norte.

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