Cotações do trigo em Chicago recuaram fortemente nesta semana

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Cotações do trigo em Chicago recuaram fortemente nesta semana

Vale destacar que o Brasil exportou 23.200 toneladas de trigo de baixa qualidade, pelo terceiro mês consecutivo
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As cotações do trigo em Chicago recuaram fortemente nesta semana, fechando a quinta-feira (22) em US$ 4,55/bushel, contra US$ 4,78 uma semana antes e US$ 5,05 no primeiro dia de março.

Houve ajustes técnicos diante das fracas exportações de trigo por parte dos EUA, da grande oferta mundial do cereal, da melhoria do clima em regiões produtoras da Rússia e Ucrânia, assim como chuvas nas Planícies dos EUA, produtoras de trigo. Mesmo assim, a seca nesta região causou estragos que deverão ser avaliados nas próximas semanas.

No Mercosul, a tonelada de trigo FOB na exportação fechou a semana entre US$ 190,00 e US$ 200,00 na compra.

Já no Brasil, o balcão gaúcho fechou a semana na média de R$ 31,39/saco, um dos melhores preços dos últimos meses. Nos lotes, o valor médio subiu para R$ 36,00/saco. No Paraná, o balcão se manteve entre R$ 34,00 e R$ 36,00/saco, enquanto os lotes atingiram R$ 42,00 a R$ 43,20/saco. Em Santa Catarina, o balcão permaneceu entre R$ 32,00 e R$ 33,00/saco, enquanto os lotes fecharam a semana em R$ 37,20/saco.

Na medida em que a colheita de verão caminha para o encerramento, a liquidez no mercado do trigo tende a ser retomada, pois as indústrias devem buscar novas compras. Por enquanto, as dificuldades na venda da farinha de trigo seguram uma melhor recuperação do cereal. 

Além disso, embora o câmbio tenha ajudado um pouco ao atingir R$ 3,30 em alguns momentos da semana, as importações de trigo, especialmente da Argentina, continuam importantes. Em fevereiro o Brasil comprou 420.000 toneladas, somando um total de 3,5 milhões de toneladas no atual ano comercial. Este é o quarto maior volume dos últimos 10 anos para o período. 

Vale destacar que o Brasil exportou 23.200 toneladas de trigo de baixa qualidade, pelo terceiro mês consecutivo.

Assim, a reação nos preços, que finalmente acontece, embora ainda tímida, vem das variáveis externas, pois recentemente o preço do cereal subiu muito no mercado mundial. Infelizmente, tais preços voltaram a recuar nesta semana. Resta esperar que o câmbio no Brasil, pressionado agora pelo primeiro aumento dos juros básicos nos EUA e pela nova redução na Selic brasileira, associado as indefinições quanto às eleições presidenciais, mude de patamar e supere os R$ 3,30/dólar. Se isto ocorrer nas próximas semanas, o pouco que resta de trigo de qualidade no Brasil será ainda mais valorizado, puxando igualmente o trigo inferior.

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