Cresce número, importância e qualidade dos produtores de leite no Brasil

Agronegócio

Cresce número, importância e qualidade dos produtores de leite no Brasil

Número de médios e grandes produtores cresceu 46% nos últimos anos
Por: -Janice
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O número de médios e grandes produtores de leite cresceu 46% no Brasil nos últimos anos e eles tornaram-se os maiores responsáveis pelo abastecimento do produto no País. Esta conclusão é da Leite Brasil com base em recente estudo feito pela Embrapa Gado de Leite.

Segundo o estudo, há 15 anos, 5,3% (96.916) das propriedades eram compostas por médios e grandes produtores, que foram responsáveis por 45,7% do leite brasileiro. Já em 2009, este mesmo grupo de produtores cresceu para 11,7% (141.861) das propriedades, respondendo por 81,1% da produção brasileira de leite.

Para Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil, o fortalecimento desses produtores possibilita a melhoria na qualidade do leite e da renda do produtor, o que é um sinal forte da adoção de novas tecnologias. “A adequação desses profissionais a programas de valorização da qualidade fomentados por muitos laticínios, além de programas de extensão rural, também foi fundamental para esse crescimento”, considera Rubez.

A tese de Rubez é reforçada pelo estudo desenvolvido pela Clinica do Leite (USP). Em amostras de 32 mil produtores analisadas nos últimos três anos, 35% dos que forneceram a laticínios – adequados ao Programa de Valorização da Qualidade – tiveram uma melhora considerável no teor de seu produto. Desse universo, 66% alcançaram índices de contagem máxima de microorganismos semelhantes aos da União Europeia, onde se observam os mais exigentes índices de qualidade do mundo.

Além disso, o produto recebido por laticínios que pagam por qualidade apresentam menor contagem bacteriana em relação a outros compradores. Apenas 8% do leite coletado estava fora dos padrões oficiais no ano de 2010, enquanto que nos estabelecimentos que não dispunham de programa de qualidade esse número chega a 25%. “O pagamento por qualidade é um estímulo para que o patamar alcançado pelos produtores se adeque e seja até maior do que aqueles exigidos pela legislação brasileira”, analisa Rubez.

Rubez ressalta ainda que “só com uma política agressiva de pagamento por qualidade por parte dos laticínios compradores poderemos alcançar os índices dos grandes países produtores do mundo e ganhar competitividade no mercado internacional”.

As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira dos Produtores de Leite – Leite Brasil.

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