Paraná responde por 25% da produção nacional de feijão
Cultivares paranaenses representam 38,8% das sementes de feijão no Brasil
Foto: Pixabay
O Paraná reafirmou, em 2025, a posição de maior produtor de feijão do Brasil, respondendo por cerca de 25% da produção nacional. De acordo com informações do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR-EMATER, o estado colheu aproximadamente 865 mil toneladas do grão nas duas safras do ano, sendo 338 mil toneladas na primeira safra e 526,6 mil toneladas na segunda, estabelecendo um novo recorde de produção.
Segundo o Instituto, as condições climáticas favoráveis e a estrutura agrícola do estado contribuem para a elevada produtividade da cultura. O feijão segue como um dos alimentos básicos da dieta da população brasileira e tem papel estratégico para a agricultura paranaense.
Além do volume produzido, o Paraná também se destaca no desenvolvimento de cultivares. Dados do Controle de Produção de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa), indicam que, nas safras 2024/25 e 2025/25, foram implantados no Brasil 17.822 hectares de campos de produção de sementes de feijão do grupo comercial carioca e 14.337 hectares do grupo preto. As cultivares desenvolvidas no Paraná representaram 38,8% desse total.
Para o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, os números refletem a atuação do Instituto no melhoramento genético da cultura. “O IDR-Paraná tem essa expertise de desenvolver cultivares que se ajustem às condições da nossa gente, dos nossos agricultores, e hoje não é só uma referência estadual, é uma referência nacional. Por isso que o IDR, através da sua pesquisa, é reconhecido no Brasil inteiro. Na cultura do feijão isso ocorre também dessa forma”, afirmou.
De acordo com o engenheiro agrônomo José dos Santos Neto, coordenador estadual do programa Grãos-Feijão e Cereais de Inverno do IDR-Paraná, o programa de melhoramento genético da instituição mantém protagonismo nacional na oferta de cultivares para o setor produtivo. Atualmente, o Instituto conta com nove cultivares de feijão em processo de multiplicação por parceiros produtores de sementes. Os dados do Sigef/Mapa mostram que o IDR-Paraná lidera a produção de sementes do grupo comercial preto, com participação de 71,2% da área multiplicada no país.
Esse desempenho é impulsionado principalmente pela cultivar IPR Urutau, que alcançou 9.844 hectares de produção de sementes em todo o território nacional. Considerando todos os grupos comerciais, a IPR Urutau foi a cultivar de feijão mais multiplicada do Brasil na última safra, respondendo por 68,7% das multiplicações de feijão preto.
Ao longo de sua trajetória, o programa de melhoramento genético de feijão do IDR-Paraná já desenvolveu 42 cultivares, utilizadas por agricultores de diversas regiões produtoras do país. Em março de 2026, o Instituto deve lançar a 43ª cultivar, a IPR Quiriquiri, pertencente ao grupo comercial carioca, com característica de escurecimento lento do tegumento dos grãos, atributo demandado pela indústria e pelos produtores.