Cultivo de batata inglesa pode garantir boa lucratividade
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Agronegócio

Cultivo de batata inglesa pode garantir boa lucratividade

Emater-RS orienta interessados em investir na produção do alimento
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Atividade tem espaço para crescer na região. Emater-RS orienta interessados em investir na produção do alimento
 
A produção da batatinha inglesa vem surgindo como uma excelente alternativa de produção agrícola rentável no meio rural, principalmente, nas pequenas propriedades. Quem apresenta a atividade como fonte lucrativa é o agrônomo do escritório regional da Emater-RS de Passo Fundo, Ivan Guarienti.

Segundo ele, a região é privilegiada com solo e clima favoráveis ao cultivo do alimento que está na mesa do brasileiro diariamente a exemplo do arroz e do feijão. “Estamos com o mercado consumidor aberto, pois não produzimos o suficiente para atender toda a demanda que existe nos municípios da região. Como tem o comprador, investir no negócio pode ser lucrativo”, salienta Guarienti.

De acordo com o agrônomo, a Embrapa de Canoinhas, Santa Catarina, desenvolveu cinco variedades de batata para a produção orgânica que são bem adaptáveis para a região. Um ponto apresentado pelo agrônomo aponta para um período de desistência dos agricultores em formarem até mesmo áreas para o plantio da batatinha consumida pela própria família. “Existem os negócios da pecuária, do grão, do leite, das frutas e agora estamos com um espaço pronto para ser assumido pelo cultivo da batatinha inglesa, mas orgânica”, disse, destacando a tecnologia utilizada pela Embrapa na formação das sementes rústicas e de boa adaptação na região.

Conforme Guarienti, por apresentar resistência a pragas e doenças, as variedades desenvolvidas pela Embrapa podem ser produzidas em escala, sem o uso de agrotóxicos, o que representa uma redução considerável no custo de produção. “Temos assim um alimento mais saudável e consequentemente mais barato podendo chegar à mesa dos consumidores através do comércio feito em feiras de produtores rurais nas cidades, onde se concentra o maior volume de comprador”, salienta. Conforme o agrônomo na região os municípios que estão incrementando o cultivo da batatinha é Passo Fundo, Jabuticaba, Tapera e Não-Me-Toque.
 
A estimativa é que hoje a batata seja plantada no máximo em 2% das propriedades rurais da região. “É comum até mesmo o produtor rural comprar o alimento na cidade. Ele não é o culpado pela situação, pois por muito tempo a disponibilidade das sementes era das variedades destinadas ao abastecimento industrial. Como estas não se adaptam aos nossos campos por serem mais suscetíveis as doenças e pragas, ocorreu a desistência do plantio”, completou o agrônomo.

Dado importante enfatizado por Guarienti, é que a procura por quantidades de 10 a 15 quilos de sementes de batainhas orgânicas vem numa crescente, o que representa que o produto começa a ganhar espaço novamente dentro das pequenas propriedades rurais. Cita que em um hectare de terra é possível se produzir até 30 toneladas de batatinha, volume considerado bom pois comercialmente um quilo é vendido em média por R$ 0,50. “Estamos em uma região habitada por cerca de um milhão de pessoas, onde a grande maioria é consumidora do produto. O número populacional mostra o quanto existe de espaço para o crescimento da atividade”, completa. O plantio da batatinha deve ocorrer sempre que não houver mais riscos de geadas. O mais indicado é a partir de agosto.

A colheita acontece entre 90 e 100 dias depois do plantio. A orientação técnica é para o produtor não lavar a batatinha, para evitar o apodrecimento dela.

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