Cultura modificada com gene de alga rende 27% a mais
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Cultura modificada com gene de alga rende 27% a mais

As plantas funcionam como uma fábrica
Por: -Leonardo Gottems
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Pesquisas realizadas no Reino Unido modificaram geneticamente as plantas do tabaco com uma proteína encontrada nas algas, a fim de melhorar sua fotossíntese e aumentar o crescimento, ao mesmo tempo que a planta utilizava menos água. Os pesquisadores do projeto Realizing Aumented Photosynthetic Efficiency (RIPE) resolveram dois grandes gargalos fotossintéticos para aumentar a produtividade da planta em 27% em condições de campo do mundo real. 

“Como uma linha de fábrica, as plantas são tão rápidas quanto suas máquinas mais lentas”, disse Patricia López-Calcagno, pesquisadora de pós-doutorado em Essex, que liderou este trabalho para o projeto RIPE. "Identificamos algumas etapas que são mais lentas e o que estamos fazendo é permitir que essas plantas construam mais máquinas para acelerar essas etapas mais lentas na fotossíntese”, completa. 

O projeto RIPE é um esforço internacional liderado pela Universidade de Illinois, dos Estados Unidos, para desenvolver safras mais produtivas, melhorando a fotossíntese, o processo natural alimentado pela luz solar que todas as plantas usam para fixar dióxido de carbono em açúcares que impulsionam o crescimento, desenvolvimento e, em última análise, desempenho. O RIPE é apoiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, pela Fundação dos Estados Unidos para Pesquisa em Alimentos e Agricultura (FFAR) e pelo Departamento do Governo do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID). 

A produtividade da fábrica diminui quando os suprimentos, os canais de transporte e as máquinas confiáveis são limitados, disse. Para descobrir o que limita a fotossíntese, os pesquisadores modelaram cada uma das 170 etapas desse processo para identificar como as plantas poderiam produzir açúcares com mais eficiência. 

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