Açúcar reage no mercado externo e volta a patamar relevante
No mercado de etanol, a paridade nas bombas no estado de São Paulo já supera 69%
No mercado de etanol, a paridade nas bombas no estado de São Paulo já supera 69% - Foto: Divulgação
O mercado de açúcar e etanol apresentou movimentos relevantes ao longo da semana, refletindo ajustes de preços, fatores cambiais e condições de oferta no Brasil e no exterior. Segundo análise da StoneX, os contratos internacionais do açúcar voltaram a operar acima de níveis considerados importantes, enquanto o mercado doméstico de combustíveis segue pressionado por restrições de oferta e mudanças tributárias.
Na bolsa de Nova Iorque, o contrato de açúcar com vencimento em março de 2026 testou em diversos momentos o patamar acima de US¢ 15 por libra-peso e conseguiu sustentar esse nível no pregão mais recente, encerrando a US¢ 15,10/lb. O movimento representou uma alta semanal de 30 pontos, equivalente a 2%. A recuperação dos preços já vinha sendo esperada diante da limitação das exportações globais até janeiro, período marcado pela entressafra no Centro-Sul do Brasil e pelo início ainda gradual da colheita na Tailândia. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar, que voltou a superar R$ 5,40, elevou a atratividade das cotações internacionais convertidas para o mercado interno. Com isso, os preços do açúcar NY#11 na primeira tela alcançaram cerca de R$ 1.880 por tonelada, estimulando o interesse de algumas usinas da região Centro-Sul.
No mercado de etanol, a paridade nas bombas no estado de São Paulo já supera 69%, indicando um ambiente mais favorável ao biocombustível frente à gasolina. As negociações no mercado spot paulista entre usinas e distribuidoras têm se mantido em torno de R$ 3,55 por litro nas primeiras semanas de dezembro. A expectativa é de continuidade da pressão altista na segunda metade do mês, quando os preços tendem a se aproximar e até ultrapassar R$ 3,60 por litro. Além da restrição de oferta típica do período, o aumento previsto de R$ 0,10 por litro no ICMS da gasolina deve contribuir para a elevação das cotações, sobretudo no fim do mês.