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Mercado de feijão inicia o ano com preços em alta

No caso do feijão-carioca, o avanço mais expressivo foi observado em Sorriso


No caso do feijão-carioca, o avanço mais expressivo foi observado em Sorriso No caso do feijão-carioca, o avanço mais expressivo foi observado em Sorriso - Foto: Pixabay

Os primeiros dias de janeiro indicam um movimento consistente de valorização nos preços dos principais tipos de feijão consumidos no país, em um cenário marcado por maior procura, oferta mais ajustada e fatores climáticos no radar do mercado. Levantamento do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses mostra que, nos primeiros 20 dias do mês, tanto o feijão-carioca quanto o feijão-preto apresentam correção firme, reforçando a percepção de antecipação de compras ao longo da cadeia.

No caso do feijão-carioca, o avanço mais expressivo foi observado em Sorriso, em Mato Grosso, onde a valorização já se aproxima de 15% em um intervalo de 30 dias. Ao longo de um único dia de negociações, os preços circularam em torno de R$ 220 por saca, com indicações de compradores dispostos a pagar até R$ 225 no fim da tarde. A presença constante da demanda sugere um movimento de posicionamento, com agentes buscando garantir produto diante do risco de escassez.

O ritmo mais acelerado de vendas no campo reflete, principalmente, o consumo aquecido. No interior de São Paulo, as vendas nos primeiros 20 dias de janeiro ficaram 17% acima do mesmo período do ano passado, o que pressiona a indústria a manter estoques ajustados. Soma-se a isso a expectativa de menor disponibilidade de feijão em 2026, fator que altera o comportamento dos compradores, além do risco climático, com previsão de chuvas acima da média no Sudeste, especialmente em Minas Gerais, elevando a possibilidade de perdas e dificuldades na colheita e na logística.

No feijão-preto, o mercado apresenta ainda mais restrição. Lotes abaixo de R$ 180 por saca tornaram-se raros, enquanto o produto novo praticamente não aparece e, quando surge, alcança patamares próximos de R$ 200. O ambiente atual é comparado a um período típico de pós-Carnaval, quando a oferta mais curta e a demanda ativa costumam sustentar preços mais firmes.
 

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