Produtividade do milho varia conforme chuvas e irrigação
Cigarrinha-do-milho preocupa produtores no RS
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O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29) aponta que o milho no Rio Grande do Sul apresenta fases fenológicas diversificadas em função do plantio escalonado e do cultivo de segunda safra. Predominam lavouras em enchimento de grãos, com 25% da área, e em maturação fisiológica, com 28%.
De acordo com o relatório, a irregularidade e a escassez de precipitações em parte do período “aceleraram a senescência foliar e o término do ciclo em algumas lavouras de sequeiro”, com possível impacto sobre o peso dos grãos e o rendimento final. Em contrapartida, a elevada radiação solar favoreceu a atividade fotossintética e o acúmulo de assimilados nas áreas que mantiveram oferta adequada de água no solo, sobretudo nos sistemas irrigados.
A colheita avança de forma gradual e já alcança 28% da área cultivada. As produtividades variam conforme a distribuição das chuvas, o nível tecnológico empregado e o uso de irrigação, situando-se, em geral, entre patamares médios e elevados para a cultura. O informativo também registra que, em alguns locais, “há relatos de grande presença de cigarrinha-do-milho”, o que tem exigido atenção e controle por parte dos produtores.
Entre os dias 22 e 23 de janeiro, foi realizada a 13ª Abertura da Colheita do Milho em São Borja, com programação que incluiu palestras, mesas redondas e estações técnicas a campo, além da presença de autoridades do setor político e de organizações ligadas à agricultura na solenidade oficial.
Para a safra no Estado, a Emater/RS-Ascar estima área de 785.030 hectares e produtividade média de 7.370 kg por hectare.