Curso de seringueiro insere mulheres no mercado de trabalho
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Imagem: Pixabay
MERCADO

Curso de seringueiro insere mulheres no mercado de trabalho

São eles que cortam a casca da seringueira para a extração do látex, matéria-prima para a produção da borracha
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Com uma das maiores áreas plantadas de seringueiras em Minas Gerais, o município do Prata tem uma grande demanda de profissionais conhecidos como “sangradores”. São eles que cortam a casca da seringueira para a extração do látex, matéria-prima para a produção da borracha.

Com o objetivo de capacitar trabalhadores para a atividade, o Sistema Faemg/Senar/Inaes está oferecendo o curso de seringueiro. E o treinamento atraiu, principalmente, a atenção das mulheres. Dos nove participantes inscritos, sete são do sexo feminino. “Este trabalho é muito recomendado para as mulheres, pois não exige grande esforço físico e precisa ter sensibilidade para fazer o corte da maneira correta”, explica o instrutor Ascânio Maria de Oliveira.

Ele destaca que este mercado também oferece bom rendimento no meio rural, especialmente para quem não possui uma formação técnica específica. De acordo com ele, muitas pessoas têm buscado novas fontes de renda neste período de pandemia e o trabalho de seringueiro é uma opção.

O treinamento desta semana contou com um dia de aula teórica e o restante é de formação prática, nas plantações de seringueira. “Ensinamos como deve ser feito o corte na casca para a retirada do látex, na profundidade certa, sem machucar a árvore”, comenta Oliveira. Em média, a sangria é feita em quatro árvores por minuto.

Todos os participantes do treinamento são da cidade do Prata, mas como o município ainda não liberou a realização de cursos, as aulas estão ocorrendo em Campo Florido. “Alguns permanecem aqui na cidade nesta semana para o treinamento e outros se deslocam todos os dias”, explica a mobilizadora Gélia Machado Pereira, do Sindicato dos Produtores Rurais de Campo Florido. O treinamento tem carga horária de 40h.

“As aulas são maravilhosas. Estamos empolgados e aprendendo a técnica com muita garra. Metade da turma já está com emprego garantido. Tem muita demanda para esta área na cidade do Prata e faltava mão de obra” - Célia Gonçalves Mendes, participante do curso.

“Nossos cursos de Formação Profissional Rural buscam atender as demandas das empresas, para que os participantes tenham abertura no mercado de trabalho a partir do aprendizado adquirido. Um exemplo é o curso de seringueiro” - Caio Oliveira, gerente regional do Sistema Faemg/Senar/Inaes.


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