Custo de produção da soja deve cair 20% na próxima safra

Agronegócio

Custo de produção da soja deve cair 20% na próxima safra

Para o presidente da Monsanto no País, André Dias, a área de soja na safra de verão será semelhante à do ano passado, mas a demora dos produtores na tomada de decisão ainda é grande em todas as regiões
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Os produtores de soja devem aproveitar a boa cotação atual para vender seus grãos e se capitalizar para adquirir os insumos da próxima safra, que estão com preços mais baixos e devem sofrer alta nos próximos meses. Atualmente, o bushel da oleaginosa está sendo negociado entre US$ 11,50 e US$ 12 nos negócios futuros próximos, mas a comercialização para setembro indica uma precificação ao redor de US$ 10. "Mesmo assim, historicamente é um preço alto, tanto para a soja como para o milho, que está cotado ao redor de US$ 4", avalia o professor de economia agrícola da Fundação Getulio Vargas Alexandre Mendonça de Barros. Nesse contexto, o custo de produção da soja para o produtor brasileiro deverá ter uma redução de 20% na próxima safra.

A economia será impulsionada principalmente pela diminuição dos preços dos fertilizantes. "As margens de lucro serão boas", sinaliza o professor da FGV, que nesta quinta-feira participou do 24º Seminário Cooplantio, em Gramado. Segundo Barros, os produtores estão retardando a aquisição das sementes e insumos para a próxima safra, aguardando sinalizações mais concretas a respeito da demanda e sobre o crédito que estará disponível. Por isso, acredita que possa ocorrer um excesso de procura por fertilizantes até setembro, período limite para a implantação das lavouras, elevando os preços que estão significativamente mais baixos do que os praticados na safra anterior. Os adubos à base de nitrogênio e fósforo são os que registraram as maiores quedas, enquanto que o potássio apresentou as menores reduções.

O especialista da FGV diz que o cenário desenhado para a safra 2009/2010 é mais seguro do que o traçado no ano passado. A razão disso é a maior certeza quanto ao comportamento da demanda mundial pelo grão, o que não ocorria na safra anterior em função do desconhecimento do impacto que a crise econômica internacional teria no setor. No hemisfério Norte as expectativas também são de uma boa colheita, sem problemas climáticos. Para o Brasil, a indicação meteorológica é de boa umidade.

Para o presidente da Monsanto no País, André Dias, a área de soja na safra de verão será semelhante à do ano passado, mas a demora dos produtores na tomada de decisão ainda é grande em todas as regiões. "Há uma incerteza sobre os preços de soja e milho que se reflete na venda das sementes e produtos químicos, que está mais devagar do que o normal", observa o executivo.
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