Custos baixos e demanda forte impulsionam a carne suína
As projeções apontam que a produção nacional deve encerrar o ano com alta de 5%
As projeções apontam que a produção nacional deve encerrar o ano com alta de 5% - Foto: Pixabay
A suinocultura brasileira caminha para encerrar 2025 como um dos melhores anos de sua história, sustentada por custos de produção favoráveis e demanda firme, segundo o Itaú BBA. Com milho e farelo de soja em níveis historicamente baixos, os produtores encontraram condições ideais para ampliar os abates e acelerar o ritmo de crescimento.
Ao mesmo tempo, a procura internacional pela carne suína do Brasil voltou a ganhar força, especialmente na Ásia, que responde por cerca de 65 por cento dos embarques totais. Filipinas, Japão e Vietnã se destacaram ao ampliar suas compras e compensar a retração do mercado chinês. Nas Américas, países como Chile, México, Argentina e Uruguai reforçaram a diversificação dos destinos e consolidaram novas oportunidades para 2026.
As projeções apontam que a produção nacional deve encerrar o ano com alta de 5%, enquanto as exportações tendem a avançar cerca de 15%. Mesmo com mais produto destinado ao exterior, o consumo doméstico também deve atingir um novo recorde, impulsionado pela boa competitividade da proteína. As margens se mantêm fortalecidas, com preços do suíno terminado bem acima dos custos de produção, garantindo um ciclo positivo que já dura três anos.
Para 2026, os sinais iniciais da próxima safra sugerem custos de ração equilibrados, embora a definição final sobre o milho ainda possa sofrer ajustes. A continuidade desse cenário será determinante para sustentar a competitividade brasileira. Ainda assim, o setor é orientado a aproveitar o bom momento para reforçar sua resiliência diante da volatilidade típica do mercado, mantendo atenção sobre a demanda externa, avaliando investimentos com cautela e preservando níveis adequados de liquidez.