Certificação é resultado das práticas sustentáveis adotadas na produção de suco de laranja na Fazenda Graziela
Uma das maiores exportadoras de suco de laranja, a Cutrale acaba de receber o selo Rainforest Alliance CertifiedTM, reconhecimento dado a empresas do segmento agrícola que buscam unir a adequação dos sistemas de produção à proteção da biodiversidade ao aprimoramento socioeconômico em suas propriedades, com o bem-estar de trabalhadores e comunidades locais.
A empresa foi certificada pelas práticas implementadas na Fazenda Graziela, localizada em Ibaté, interior de São Paulo, que mantém iniciativas de preservação da diversidade da flora, monitoramento da fauna (já catalogou espécies ameaçadas de extinção como o tatu-galinha, veado-catingueiro, onça-parda, gaviões-caboclos, entre outras), adubação verde, plantio em curvas de nível respeitando a área de proteção ambiental, reflorestamento de espécies nativas, conservação da biodiversidade e proteção dos ecossistemas.
Para conquistar o selo, a Cutrale foi auditada pelo Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), organização brasileira responsável pelas auditorias para obtenção e concessão do uso do selo Rainforest Alliance Certified. No Brasil esta certificação já atinge mais de 130 mil hectares em áreas de laranja, café, cacau, cana de açúcar.
Com esta certificação, a Cutrale será reconhecida por consumidores de vários países como símbolo de empresa que aplica a sustentabilidade em suas ações ambientais, econômicas e sociais na Fazenda Graziela.
O selo Rainforest Alliance CertifiedTM comprova que os produtores adotam práticas agrícolas saudáveis, protegendo as florestas, os rios, os solos e a vida selvagem. A Certificação Socioambiental da Rede de Agricultura Sustentável também garante que os produtores são bons vizinhos para as comunidade e que os trabalhadores recebem salários justos, têm condições dignas de vida e acesso à educação e à saúde.
A Rede de Agricultura Sustentável é uma organização conservacionista internacional, sem fins lucrativos, que certifica propriedades citrícolas, assegurando que elas obedeçam à rigorosos padrões de conservação ambiental e de direitos ao bem-estar de trabalhadores e comunidades locais.
Sustentabilidade no processo fabril
Além de manter iniciativas socioambientais em suas fazendas, a Cutrale possui um processo fabril nas melhores práticas de sustentabilidade. Um dos exemplos mais marcantes dos cuidados da empresa com os recursos naturais é o tratamento que confere à água. No caso do suco de laranja concentrado, a água retirada da própria fruta é reaproveitada é reutilizada em diversos momentos do processo produtivo da empresa, tais como na lavagem das frutas, de pisos e equipamentos, na diluição de produtos como soluções de limpeza e sanitizantes, na reposição em equipamentos evaporadores etc.
Após o processo industrial, entra em operação o tratamento de efluentes. Hoje, a empresa gera cerca de 1.000 metros cúbicos de efluentes por hora em todas as unidades. Todas elas possuem uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) para garantir que a água utilizada no processo produtivo seja tratada e devolvida à natureza com uma eficiência superior à exigência ambiental, que é de 80%.
A principal ETE da Cutrale está localizada na cidade de Araraquara, sede da empresa. Esta estação, que recebe investimentos da ordem de R$ 7 milhões por ano, possui capacidade para o tratamento de um volume de efluentes correspondente ao de um município com 500 mil habitantes, com eficiência de 95% no resultado final do tratamento da água. “Além de devolver a água em condições ainda melhores do que a que retiramos, devolvemos em média 1,5 litro para cada um retirado. Isso é possível porque nos processos produtivos, a água que é retirada do suco na concentração do produto é tratada e devolvida para os rios também”, explica Otávio Gottardi Abujamra, diretor industrial da Cutrale.
Energia renovável move a indústria de suco de laranja
Atualmente, o combustível utilizado para alimentar as caldeiras das unidades da Cutrale é biomassa (bagaço de cana de açúcar) adquirida de usinas próximas às unidades fabris da empresa, evitando o uso outras fontes de energia, reduzindo consideravelmente as emissões de CO2.
Vale ressaltar ainda que as emissões das chaminés das fábricas da Cutrale passam por processo de lavagem, resultando em vapor de água, atendendo os parâmetros estabelecidos pelos órgãos ambientais, com acompanhamento e emissão de relatórios anuais da empresa para estes órgãos.
As informações são da Cutrale.