Déficit hídrico reduz milho e pressiona soja na Argentina
A semeadura da soja foi concluída em nível nacional
A semeadura da soja foi concluída em nível nacional - Foto: Divulgação
A evolução das principais culturas agrícolas mostra um quadro de contrastes entre perdas associadas ao clima e ganhos de produtividade em regiões específicas. Segundo dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), as condições hídricas seguem como fator determinante para os ajustes nas estimativas de soja, milho e girassol ao longo do ciclo 2025/26.
A semeadura da soja foi concluída em nível nacional, mas houve deterioração nas condições gerais da cultura. A proporção de lavouras em condição Normal a Boa apresentou recuo, assim como a condição hídrica Adequada a Ótima. Mais de 40% da soja de primeira atravessa a fase de definição de rendimento sob limitações de umidade, com maior impacto no Centro-Este de Entre Ríos e no Sul de Córdoba. Em contrapartida, áreas do Norte de La Pampa e do Oeste de Buenos Aires mantêm melhor disponibilidade de água no solo. Já a soja de segunda iniciou o período reprodutivo em parte das áreas sob déficit hídrico, com registros de abortos florais e perdas pontuais de plantas. A expectativa é de que as chuvas recentes contribuam para recompor a umidade dos perfis.
No milho, a semeadura destinada ao grão comercial atingiu 99% da área projetada, restando apenas pequenas áreas no NEA e NOA. A colheita do milho cedo começou em Entre Ríos e no norte de Santa Fe, com rendimentos iniciais entre 60 e 70 sacas por hectare. Apesar de a maior parte das lavouras manter condição satisfatória, perdas registradas no Sul de Córdoba levaram à redução da projeção nacional de produção de 58 para 57 milhões de toneladas.
Por outro lado, a estimativa de produção de girassol foi elevada para 6,2 milhões de toneladas, impulsionada por rendimentos elevados em diversas regiões, embora ainda haja incertezas para áreas com restrição de umidade.