Deposição de gotas na aplicação de defensivos agrícolas: como solucionar

Defensivos agrícolas

Deposição de gotas na aplicação de defensivos agrícolas: como solucionar

Avanço de novas tecnologias no desenvolvimento e aplicação dos defensivos vem sendo fundamental para melhorar a eficiência
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Avanço de novas tecnologias no desenvolvimento e aplicação dos defensivos vem sendo fundamental para melhorar a eficiência de aplicação destes produtos, que mesmo usados em menor quantidade, garantem a máxima proteção de lavouras.

E várias são as áreas que precisam e estão avançando na aplicação de defensivos na agricultura. Entretanto, a maioria dos estudos está baseada na eficiência de deposição do produto, já que o tamanho da gota e sua capacidade de deposição na planta exercem importante impacto na eficiência da aplicação.

Aldemir Chaim, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, explica que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), por exemplo, estuda a eficiência de deposição de agrotóxicos desde 1985. E os resultados que começam a surgir. “Recentemente, colocamos no mercado equipamentos costais ou lanças manuais eletrostáticas que tem a capacidade em aumentar a eficiência de deposição em até 80% em relação a pulverização convencional”.

Porém, segundo Chaim ainda há muito a se avançar neste setor. Mas sem a participação da iniciativa privada é quase impossível. “Com o apoio de parceiros conseguiremos desenvolver soluções tecnológicas para adaptar, por exemplo, a pulverização eletrostática em equipamentos de barra tratorizados”, diz.

Além disso, o pesquisador explica que culturas de porte rasteiro como soja, feijão, tomate, algodão, e outras, apresentam uma grande limitação de penetração de gotas no dossel das plantas. “Por esse motivo, precisamos ainda promover o desenvolvimento de equipamentos que disponham de fluxo de ar para levar as gotas no interior das plantas”, ressalta.

Neste contexto, Chaim ainda explica que a indústria de máquinas avançou muito quanto às características operacionais dos equipamentos tratorizados. Entretanto, “a quantidade de defensivos que atinge o alvo ainda tem que melhorar muito”. Por isso, esse é o principal ramo para a se avançar nos próximos anos.


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