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Deputados querem CPI do Terrorismo Biológico do Cacau

Suposto ataque biológico contra lavouras de cacau da Bahia




Um suposto ataque biológico cometido contra as lavouras de cacau da Bahia pode ser alvo de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados.

A praga conhecida como vassoura-de-bruxa pode ter sido introduzida criminalmente nas plantações baianas conforme representantes do setor. O reflexo se deu na dizimação da produção local de cacau no fim dos anos 1980 e meados da década de 1990.

As assinaturas para abertura da CPI do Terrorismo Biológico do Cacau já começaram a ser colhidas pelos parlamentares.  Caso seja aberta, a tendência é de que a CPI seja presidida pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Os parlamentares também pedem anulação de uma dívida de R$ 1 bilhão que teria sido agravada no setor em função da praga. O estado da Bahia concentra 90% deste endividamento.

Além da CPI, a audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realizada nesta terça-feira (29.10) também debateu os problemas da cacauicultura no país, além dos cortes orçamentários sofridos pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) em 2013 e as suas consequências para a execução do programa de trabalho do órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Vassoura-de-bruxa

A vassoura-de-bruxa é uma doença dos cacaueiros causada por um fungo basidiomiceto Moniliophtora perniciosa Stahel Aime & Phillips-Mora. A praga ataca as regiões meristemáticas do cacaueiro, principalmente frutos, brotos e almofadas florais, ocasionando queda acentuada na produção, provocando o desenvolvimento anormal, seguido de morte, das partes infectadas.
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