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Desalinhamento de preços marca início do ano no milho

Em Santa Catarina, o mercado segue praticamente travado


Em Santa Catarina, o mercado segue praticamente travado Em Santa Catarina, o mercado segue praticamente travado - Foto: Nadia Borges

O mercado de milho no Sul do país e em Mato Grosso do Sul inicia o ano em ritmo lento, marcado por negociações pontuais, baixa fluidez no mercado spot e forte desalinhamento entre pedidas e ofertas. De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, o cenário reflete a virada de calendário, a postura cautelosa dos compradores e a expectativa por maior oferta com o avanço da colheita da safra verão.

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, com liquidez restrita e referências amplas, entre R$ 59,00 e R$ 72,00 por saca. O preço médio estadual avançou 1,56%, passando para R$ 63,15 por saca, segundo dados da Emater. A demanda interna permanece moderada, com exportações lentas e sem impacto relevante no mercado doméstico. Do lado da oferta, produtores mantêm postura retraída no spot, priorizando a colheita e o cumprimento de contratos já firmados. A colheita da safra verão ocorre de forma pontual, com 2% da área colhida, enquanto as lavouras avançam entre enchimento de grãos e maturação, beneficiadas pelas chuvas recentes, embora aumente a atenção para doenças e para a cigarrinha-do-milho.

Em Santa Catarina, o mercado segue praticamente travado, com produtores indicando valores próximos de R$ 80,00 por saca e indústrias ao redor de R$ 70,00, o que impede avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios variam entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca. A média estadual permanece em R$ 68,46, refletindo estabilidade e divergências regionais, enquanto a oferta segue controlada pela retenção de estoques e a demanda atua apenas no curtíssimo prazo.

No Paraná, o mercado também começou o ano sem reação, com pedidas ao redor de R$ 75,00 por saca e ofertas industriais próximas de R$ 70,00 CIF. Os preços apresentaram movimentos mistos entre regiões, com leves baixas em parte do estado e altas pontuais em polos consumidores, sem impacto relevante sobre a fluidez. O plantio da segunda safra avança, ainda abaixo de 5% da área prevista, dentro da janela de zoneamento.

Em Mato Grosso do Sul, apesar da cautela e da liquidez ainda contida, os preços começam a mostrar reação, oscilando entre R$ 56,00 e R$ 60,00 por saca. O principal fator de sustentação segue sendo o setor de bioenergia, com usinas absorvendo parcela importante da oferta e a demanda por etanol de milho, biogás e biometano limitando movimentos de baixa e favorecendo a recuperação recente das cotações.
 

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