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Desorganização da cadeia produtiva limita a qualidade e a quantidade de peles enviadas aos curtumes


Cresce em larga escala a demanda por produtos derivados de ovinos e caprinos, especialmente pele e carne.

Com relação às peles, é grande a carência de matéria-prima, tanto no aspecto qualitativo quanto no quantitativo. Embora a indústria couro-calçadista que trabalha a matéria-prima de pequenos ruminantes esteja em franca expansão, boa parte das peles processadas é importada de países da África e da Ásia. Os curtumes do Nordeste são uma prova inconteste desta situação, uma vez que estão operando com cerca de 50% de sua capacidade instalada.

De acordo com análise da Embrapa Caprinos (Sobral/CE), o Brasil configura no cenário internacional como exportador e importador de peles caprinas e ovinas. Entre 1996 e 1999 foram exportados 35 milhões de dólares em peles das duas espécies, ao passo que as importações somaram 11,7 milhões de dólares. Convém ressaltar que o material foi exportado em estágio de wet blue, enquanto a quase totalidade das importações eram peles em fase mais adiantada de processamento.

Um dos principais contribuintes para o quadro atual do agronegócio é a desorganização da cadeia produtiva, que limita a qualidade e a quantidade dos produtos enviados às unidades de processamento. Quanto às tecnologias das empresas rurais brasileiras, estas recebem um bom conceito, enquanto os sistemas arcaicos de comercialização das peles certamente interferem no estímulo à produção.

No campo genética, a qualidade dos rebanhos pode ser atingida pela introdução de raças melhoradas e de cruzamentos dirigidos aos fins propostos para a atividade. Os manejos sanitário, alimentar e reprodutivo devem ser orientados para que todo o potencial produtivo do animal possa ser explorado, obtendo-se matéria-prima ao longo do ano e com níveis produtivos capazes de atender às exigências da agroindústria e do consumidor final.

É necessário atentar para uma perfeita sintonia entre os diversos elos e atores da cadeia produtiva. As associações de produtores podem cumprir um papel fundamental para a padronização dos produtos, além de inserir a todos, de forma ordenada, no competitivo mercado globalizado.

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