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El Niño em declínio

No entanto, El Niño deve perdurar durante a temporada 2023/24


Foto: Canva

No mais recente boletim do Centro de Previsões Climáticas da NOAA, temos os primeiros indicativos do declínio de intensidade do fenômeno El Niño. Contudo, ainda é importante ressaltar que, o fenômeno deverá seguir ativo, com 75% de probabilidade, até o trimestre de Março-Abril-Maio de 2024, de acordo com a análise do meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues. 

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As culturas de verão e colheita da Safra 2023/24 serão influenciadas pelo El Niño."Deste modo, além do desenvolvimento das culturas de verão acontecerem sob a influência do fenômeno climático, a colheita da Safra 2023/24 também deverá ocorrer sob a influência do El Niño. Além disso, é possível que o plantio das culturas de inverno, aconteçam sob as condições do Niño", afirma o especialista.

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"Os primeiros sinais do enfraquecimento do Niño, foram registrados entre a semana do dia 04 de Dezembro, onde as temperaturas da superfície do mar estavam em +2.1°C acima da média histórica. Já no levantamento divulgado no dia 11 de dezembro, esses valores estavam em +1.9°C acima da média. A intensidade do El Niño é dividida em 4 patamares. Fraco (+0.5°C), moderado (+1.0°C), forte (+1.5°C) e historicamente forte (+2.0°C)”, continua.

Há uma grande probabilidade de El Niño forte no trimestre dezembro-janeiro-fevereiro."Dentro deste cenário, existe 87% de chances para que o trimestre de dezembro-janeiro-fevereiro tenha uma condição de El Niño forte. Mas a possibilidade de um evento “historicamente forte”, nesta última projeção, é de apenas 27% para este próximo trimestre", preve o especialista.

"A expectativa, de acordo com as projeções, é da transição para a Neutralidade climática, a partir de abril-maio-junho, onde a possibilidade desta condição é de 60%. Este cenário de enfraquecimento do El Niño é altamente provável nas próximas semanas, uma vez que todas as projeções avaliadas sugerem este comportamento, apresentando um declínio nas anomalias de temperaturas da superfície do mar, na região de monitoramento. Portanto, podemos dizer, que passamos pelo ápice do fenômeno e vamos acompanhar o seu declínio nos próximos meses", finaliza Gabriel Rodrigues.

Confira os gráficos abaixo:

 

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