Em Chapecó, governador participa de encontro do agronegócio com o ministro da Agricultura

Agronegócio

Em Chapecó, governador participa de encontro do agronegócio com o ministro da Agricultura

O governador participou nesta quinta-feira, 15, em Chapecó, do encontro das entidades do agronegócio de SC com o Blairo Maggi
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O governador Raimundo Colombo participou na última quinta-feira, 15, em Chapecó, do encontro das entidades do agronegócio de Santa Catarina com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. As potencialidades, os desafios e as principais reivindicações da agricultura, pecuária e agroindústria catarinenses foram abordados. “Essa integração de todos com o Ministério é fundamental para movimentar uma série de ações, dar agilidade, eficiência e melhorar os resultados, além de tornar nosso setor mais competitivo”, disse Colombo.

Blairo Maggi informou que está conversando com as entidades e agricultores e conhecendo as demandas para fazer as mudanças necessárias ao setor. O ministro destacou que, em cinco anos, o Brasil tem condições de ampliar de 6,9% para 10% sua participação no mercado mundial de alimentos, que é de US$ 1,2 trilhão. Mas, para isso, ele acredita que há um grande trabalho pela frente, como a reforma trabalhista e a redução da burocracia. Neste caso, exemplificou com as 63 mudanças em normas técnicas implantadas.

“O Ministério da Agricultura está retomando o papel de defesa da agropecuária brasileira no exterior como uma das mais sustentáveis do mundo. A saída para o país está na agricultura e na pecuária”, afirmou.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, antes de expor as reivindicações das entidades, fez uma ampla exposição das potencialidades do setor agroalimentar, que representa 1,6 milhão de trabalhadores no cenário nacional. Santa Catarina é o quinto estado em termos de empregos no setor. Em 2015, eram 111 mil trabalhadores, ou seja, 6,7% do total do Brasil. De 2014 para 2015, o setor de empregos nessa área foi o que mais cresceu: 2,6%.   

Em 2016, o setor agroalimentar gerou 448 empregos de janeiro a outubro. Santa Catarina foi o estado que mais gerou empregos na indústria de transformação, com 5.146 vagas. O segundo colocado foi Goiás, com 796 empregos, segundo dados do Caged. 

Côrte relatou que o setor está presente em todas as mesorregiões do estado, sendo que a maior concentração é no Oeste, com 60,6 mil empregos (54,3%). Na sequência, vêm Vale do Itajaí, com 19,7 mil (17,7); região Sul, com 13,3 mil (11,9); Norte, com 7,3 mil empregos (6,6%); Grande Florianópolis, com 5,9 mil (5,4%); e a região serrana, com 4,6 mil (4,2%). 

Conforme o presidente da Fiesc, o destaque catarinense é carne suína. Santa Catarina é o maior produtor do Brasil, com 26,2%. A produção de frango fica em segundo lugar, com 15,2% da produção nacional.   

Pleitos 

As entidades do setor, através da Fiesc,  solicitaram ao ministro atenção e auxílio para estruturar uma política de subsídio ao custo do frete de grãos do Centro-Oeste para o Sul, de forma que possibilite o transporte a preços competitivos de grãos produzidos em outros estados.

Conforme o presidente da Fiesc, a falta de um modal logístico onera a indústria e gera desvantagem competitiva para a cadeia produtiva no estado, contribuindo para a migração da produção e colocando em risco a sustentabilidade do agronegócio em Santa Catarina. 

Para o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, o principal desafio do Governo Federal é melhorar a infraestrutura para que o agronegócio possa se desenvolver. Além de criar formas alternativas para o transporte de insumos entre os estados,Sopelsa acredita que os Governos devem pensar em mecanismos que deem mais segurança para o produtor rural. “O produtor não pode fazer os investimentos e ficar torcendo para que o clima colabore com a colheita. Isso não pode ser uma aposta”.

Ainda foram apresentadas as solicitações para um programa de comercialização de grãos, preferencialmente no mercado interno, linhas de crédito para agroindústria e repasses aos estados e municípios. Outro pedido foi uniformizar a fiscalização trabalhista e os sistemas de inspeção do leite.

Também, conforme as entidades, é necessária a criação de um programa de aquisição de alimentos para todas as indústrias do país; proibir a reidratação do leite em todo território nacional e não somente de leite em pó importado; buscar uma forma de controlar as importações de leite que vêm causando prejuízos às indústrias e produtores brasileiros; apoiar pesquisas relacionadas a padrões de qualidade do leite produzido no Brasil; prover recursos para melhorar a sanidade do rebanho; e ampliar linhas de financiamento para expansão industrial. 

“É uma série de ações que estão sendo propostas. Algumas estão em processo de evolução. O que importa neste momento é o ambiente que está se criando de aproximação e de integração. Não tenho dúvida que vamos obter bons resultados. Estou muito otimista com o setor para 2017. A safra está boa e o câmbio tende a melhorar. Temos que proteger cada vez mais nossa parte sanitária no estado e tirar as amarras burocráticas para dar agilidade e fazer com que sejamos ainda mais competitivos”, observou o governador. 

Para finalizar, o governador informou que, em março, Santa Catarina deve receber autoridades da Coreia para a abertura do mercado. “O caminho é a exportação. O mercado interno vai continuar restrito por algum tempo, então precisamos olhar para fora do Brasil”, afirmou. 

O encontro reuniu mais de 400 pessoas no Centro de Cultura e Eventos Plínio De Nês e  envolveu a participação da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), do Sindicato das Indústrias da Carne (Sindicarne), da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), da Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaesc), da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), do Centro Empresarial de Chapecó (Cec), Coopercentral Aurora Alimentos, Sindileite e Sindicato Rural, além da Prefeitura de Chapecó. Ainda estavam presentes o secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, 


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