Em meio a seca produtor consegue manter produção e renda
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Agronegócio

Em meio a seca produtor consegue manter produção e renda

Construção de um pequeno açude garante hoje a irrigação de quatro hectares de verduras e legumes
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Construção de um pequeno açude garante hoje a irrigação de quatro hectares de verduras e legumes
Há quase dois anos a família de Adelar Strapasson, localizada no Distrito de Jaguaretê, em Erechim, resolveu investir na construção de um microaçude para irrigar a olericultura, as pastagens para o gado de leite e avicultura. Hoje a família fala da seca e tem a preocupação, mas a renda está garantida no final mês, porque a irrigação está permitindo que a produção e qualidade das plantas sejam mantidas.
 
Nos 30 hectares da área onde vivem duas famílias, as principais atividades são a olericultura, o gado de leite e o aviário, mas a maior renda da família vem dos legumes e verduras. Em quatro hectares Rodrigo Strapasson, o filho de seu Adelar que resolveu investir na olericultura, planta tomate, couve-flor, brócolis e repolho e garante uma produção semanal de 200 couves-flor, 200 brócolis e 200 repolhos. “No final do ano colhemos 3,5 mil quilos de tomates”, enfatiza.

A produção vai de vento em popa porque há quase dois anos Rodrigo resolveu investir na irrigação e fez um pedido de estudo técnico no Escritório Municipal da Emater. Hoje, o olericultor consegue manter os mesmo índices de irrigação de antes da estiagem. “Em função do açude o produtor consegue manter os níveis de irrigação como se tivesse água normal”, analisa o engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater, Cezar da Rosa.

O açude, que na parte mais funda tem quatro metros de profundidade, foi construído para armazenar quatro mil metros cúbicos de água. No ano passado, como era seu primeiro ano, foi aconselhado pelos técnicos não deixar encher por completo para dar mais estabilidade ao maciço (parede construída para armazenar a água).

Segundo o engenheiro Agrônomo da Emater, um dos objetivos dos microaçudes é garantir a irrigação por um tempo maior. “O objetivo do programa do governo é que o produtor tenha uma água disponível na propriedade. Claro que em uma seca desta abrangência, a água acumulada em um açude não vai durar todo o período, mas o objetivo é, se o produtor conseguir irrigar um hectare de pastagem, ou a olericultura, ou a fruticultura, por uns 15 / 20 dias, já ajuda”, observa.

Na família Strapasson, para garantir a boa produção na olericultura, o gado de leite foi o prejudicado. Como a água no açude está baixando e não há previsão de boas chuvas, as pastagens deixaram de ser irrigadas, diminuindo a qualidade da alimentação e, consequentemente, a produção. “A produção de leite está caindo, produzia antes 200 litros por dia, e hoje já chega a 150 litros por dia. Uma redução de 30%”, analise Strapasson.

Para 2012, já foram aprovados mais 12 projetos que devem ser concluídos até a metade do ano. Os gastos do produtor são: 20% do valor do projeto de até R$ 8 mil, no entanto, se estudo der a mais, ele paga 100% do valor que ultrapassar os R$ 8 mil.

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