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Embarques de milho do Brasil ganham força em maio

Até o dia 23 de maio deverão ser embarcados ao menos 682 mil toneladas


Reuters - Os embarques de milho do Brasil deverão ser os maiores do ano em maio, depois de os produtores nos meses anteriores darem preferência para o escoamento da soja recém-colhida, afirmaram corretores.

Segundo a programação de navios nos portos brasileiros até o dia 23 de maio, os embarques de milho estão previstos em ao menos 682 mil toneladas no mês, principalmente pelo Porto de Paranaguá, no Paraná.

Em abril, a Secretaria de Comércio Exterior registrou exportações de milho de 592 mil toneladas, contabilizando no acumulado do ano (até o mês passado) 1,712 milhão de toneladas.

"Uma hora tinha que aparecer. Os produtores estavam descendo mais soja, o milho agora está chegando mais ao porto", disse um corretor em São Paulo, comentando a já tradicional estratégia de se exportar primeiro a soja.

No início do ano, o Brasil ainda exportou boa parte de milho colhido em 2006.

"Sentimos que desatou um nó", acrescentou a fonte, observando que provavelmente os embarques serão significativos em junho também.

As exportações cresceriam mais no segundo semestre, com o escoamento da segunda safra (safrinha).

Já o corretor da Cerealpar Steve Cachia, do Paraná, disse que a movimentação maior de milho em maio se explica também pelas condições logísticas do Porto de Paranaguá, o principal exportador de grãos do Brasil, especialmente de milho.

Segundo ele, como o chamado Silão (público) de Paranaguá não armazena soja transgênica e os silos privados, que trabalham com grãos alterados geneticamente, estão lotados de soja, as exportações de milho teriam sido facilitadas.

"Não teria logística (para exportar mais soja por Paranaguá)", acrescentou ele.

De acordo com Cachia, a menor capacidade de escoar soja em Paranaguá, com a reserva do Silão apenas para grãos convencionais, também tem levado muitos exportadores da oleaginosa a direcionar o escoamento para outros portos.

"Aliada à logística (em Paranaguá), a demanda internacional não está tão grande de uma maneira geral nos outros portos."

Da mesma forma que o mercado espera exportações de até 8 milhões de toneladas de milho em 2007, o que seria o dobro do ano passado, diante de uma produção recorde de 51 milhões de toneladas, aguardava-se também um ritmo maior das exportações de soja nos primeiros meses do ano.

Apesar do fato de o Brasil também colher uma safra recorde de soja, em torno de 57,5 milhões de toneladas, os embarques do grão de janeiro a abril somaram 6,5 milhões de toneladas, contra 7 milhões no mesmo período do ano passado, segundo dados do Secex.

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