A direção do Grupo Emege, proprietário da Reimassas, vai investir R$ 15 milhões na ampliação das fábricas de Uberlândia e das unidades instaladas em Goiás. Um total de 40% - ou seja, R$ 6 milhões - será utilizada para aumentar a capacidade produtiva na indústria instalada na cidade, que ao final de 24 meses terá a produção ampliada em 70%. Hoje, a fábrica da Reimassas, em Uberlândia, produz 2.166 toneladas de massa por mês.
O anúncio do programa de investimento foi feito
pela direção do Grupo Emege, em comemoração aos 50 anos da Reimassas - a empresa foi inaugurada em 12 de agosto de 1952. A intenção, segundo o gerente de mercado do grupo, Marco Antônio Batista, é ampliar em até 10 vezes a participação da marca nos próximos dois anos. "Nos últimos 12 meses conseguimos aumentar expressivamente a participação da Reimassas. Atingimos um crescimento importante com esses produtos no Estado de São Paulo, o que também motivou a decisão de ampliar os investimentos", acrescenta.
Somada a produção da fábrica de Uberlândia e as unidades de Goiás supera 60 mil toneladas de macarrão/ano; enquanto o moinho, localizado em Goiânia, processa 240 mil toneladas de farinha de trigo anualmente. O grupo Emege emprega 750 pessoas e a ampliação das empresas deve gerar no máximo 100 novos empregos diretos, devido ao alto nível de automação das indústrias.
Nos Estados do Centro-Oeste, a Emege detém 45% do mercado de massas, enquanto no Triângulo Mineiro os produtos da empresa, com a marca Reimassas, respondem por 25% do segmento. Há dois anos, o Grupo Emege comprou da Nestlé as instalações e a marca Reimassas. Hoje, esses produtos respondem por 20% do faturamento do grupo, mas a intenção é que nos próximos anos essa participação cresça outros 20%.
O gerente da unidade de Uberlândia, Daniel Paiva, aposta no fortalecimento da marca. "Estamos reforçando nossa participação no interior de Minas e São Paulo, onde já temos uma boa presença. Queremos ainda ampliar nossa participação em novos mercados ao Sul do País", analisa.
A ampliação da capacidade de processamento das indústrias permitirá ao grupo redirecionar a maior parte da farinha produzida no moinho, em Goiânia. A intenção, segundo Marco Antônio Batista, é agregar valor aos produtos e alterar o perfil de faturamento da empresa, que hoje está focado no processamento e comercialização do trigo. Atualmente, 80% do faturamento do grupo vem das unidades instaladas em Goiás, especialmente do moinho. No ano passado, o grupo faturou R$ 119 milhões. Para este ano, a previsão é chegar a R$ 140 milhões, o que representa um crescimento próximo a 18%. "Nosso objetivo é reduzir a importância da farinha de trigo no faturamento da empresa, através da industrialização em nossas fábricas", analisa.
Fonte: Jornal Correio