Empresa tenta organizar a produção ovina no País
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Agronegócio

Empresa tenta organizar a produção ovina no País

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Proprietário da Carneiro & Cia, o empresário Jorge Calfat resolveu iniciar uma luta corpo-a-corpo para organizar a produção nacional. Sua empresa opera há quatro anos no mercado e é uma das maiores companhias do Brasil de manipulação e distribuição de cortes especiais de cordeiro, embalados a vácuo. A preocupação de Jorge Calfat é manter sua loja abastecida sem ter que recorrer às importações dificultadas, não são pelo câmbio atual, mas também por problemas com aftosa - que são recorrentes - no Uruguai, mercado até então mais recomendado no exterior para compras em grande escala pela sua proximidade com o Brasil.

Dirigida pelos sócios-proprietários Jorge Calfat e George Feres, a Carneiro & Cia atende a uma demanda crescente pelo produto no setores de gastronomia, hotelaria, supermercados, cozinhas industriais, comercializando os cortes de cordeiro para mais de 600 clientes em todo o País. "Comecei com 400 quilos/mês, hoje vendo 25 toneladas mensais e a previsão é de um crescimento em torno de 30% para o próximo ano", diz Calfat.

Para tentar resolver o problema, ele criou um programa de valorização do cordeiro nacional, o "Cordeiro do Brasil" . Calfat diz que o objetivo é "desenvolver a criação ovina no País, especialmente em São Paulo, e regularizar a produção interna, como uma alternativa de negócio aos criadores". Para colocar o programa em prática, Calfat vai visitar as maiores regiões produtoras de São Paulo e conversar com criadores de ovinos. A cidade de Itapetininga foi a primeira a ser envolvida no programa, no 1º Encontro do Agronegócio de Itapetininga, realizado no final do mês passado, em que Calfat e o zootecnista Antonio Sergio Villas Bôas participaram como convidados. Segundo ele, a resposta foi boa. "Há muito interesse e o Brasil tem espaço e tecnologia para se tornar um grande criador e até exportador de ovinos", garante. "Mas é preciso que os produtores se organizem", completa. Segundo ele, sem esta organização fica muito difícil recorrer ao mercado nacional. "A criação de ovinos ainda é considerada secundária pela maioria dos produtores e preciso negociar com dezenas deles para conseguir o volume de que preciso, o que chega a inviabilizar algumas compras".

Regina Neves


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