Empresários da aviação agrícola têm encontro em Porto Alegre
Reunião será na sede do Sindag e servirá de briefing para encontro nacional em Cuiabá, além de definir a liderança do setor
A menos de uma semana do Congresso Nacional de Aviação Agrícola (Congresso Sindag 2013), que começa dia 26, em Cuiabá/MT, o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) elege na sexta-feira (dia 21), em Porto Alegre/RS, sua diretoria para o biênio 2013/2015. A assembleia está marcada para as 13h30, na sede da entidade, no bairro São João (Rua Felicíssimo de Azevedo, 53 – salas 701 e 702). O atual presidente, o gaúcho Nelson Antônio Paim (que tem sua empresa em Primavera do Leste/MT), encabeça a chapa única para reeleição.
Além da apresentação do balanço da última gestão e de um último briefing antes do evento na capital mato-grossense, a reunião em solo gaúcho deve mais uma vez afinar o discurso em defesa do setor. Com a segunda maior frota mundial de aviões agrícolas (mais de 1,7 mil aparelhos, atrás apenas dos Estados Unidos), o Brasil necessita do setor para garantir aumento de produtividade. Além disso, o setor cresceu 7% no último ano, na carona de vantagens como eliminação das perdas por amassamento (já que, com aviões, não há rodas circulando dentro da lavoura), velocidade e precisão nas aplicações de defensivos.
Segundo Paim, virtudes que garantem não só bom rendimento, mas também segurança operacional e ambiental. “A aviação agrícola é o único setor de aplicação com legislação e fiscalização específicas”, lembra o presidente do Sindag. Segundo ele, a segurança é ampliada ainda pela alta tecnologia embarcada nas aeronaves e na alta capacitação da mão de obra, desde o piloto até as equipes de terra. “Para operar, além do piloto com formação especial, é necessário em engenheiro agrônomo e técnicos agrícolas com formação específica para operações aeroagrícolas”, completa Paim.
NÚMEROS
Apesar do número de aeronaves em solo brasileiro, o setor é responsável por apenas entre 20% e 30% das pulverizações feitas no país. O restante é feito por meios terrestres, como tratores e pulverizadores costais. Além disso, a aviação é usada também em aplicação de fertilizantes, trato de florestas, combate a incêndios florestais e, em outros países, no combate a vetores, especialmente o mosquito da dengue. O Rio Grande do Sul é o Estado com o maior número de empresas aeroagrícolas, concentrando 77 das 225 existentes no Brasil. Já em concentração de aviões, os gaúchos ficam em segundo, com 382 aparelhos, contra 385 no Mato Grosso.
Outra curiosidade sobre o Rio Grande do Sul é que o Estado é o berço da aviação agrícola brasileira. O início foi em Pelotas, em 1947, para combater gafanhotos que na época estavam dizimando as lavouras locais.