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Era de transição dos combustíveis fósseis para fontes de energia limpa

Sem precedente, COP28 insere mudanças para enfrentar a emergência climática


Foto: Bing

A 28ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28) ocorreu quando a Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciava as condições do clima em 2023. Os estudos apontaram que a temperatura média global ficará 1,4°C acima dos níveis pré-industriais (1850ª 1900). Isso corresponde ao ano mais quente apurado em 174 anos de medições meteorológicas. O nível superou em larga média ao registrado entre 2015 e 2023 (2,19°C).

Nesse ambiente cálido, com marcos sem comparação na história, cerca de 90 mil participantes, vindos de 196 países, estiveram presentes. Nesse evento de repercussão recorde, lideranças de governos e empresas puderam atentar de perto os relatórios científicos apresentados durante as conferências. Na reta final do COP28, como era de se esperar, as pressões se concentraram de forma intensa sobre a evolução da produção de combustíveis fósseis. Numa maratona de negociações, as decisões tiveram de ser tomadas. 

Durante o cumprimento da agenda estabelecida na COP28, diversos temas tiveram avanços expressivos. O acordo anunciado sobre o Fundo de Perdas e Danos, apesar da estrada longa a ser perseguida. As nações impulsionaram ações para os países mais pobres terem base mínima de capacidade para enfrentar os estragos causados pelas mudanças climáticas.  Já a União Europeia, Estados Unidos e EAU (Emirados Árabes Unidos), assumem o compromisso para reduzir a participação e eliminar os combustíveis fósseis na produção mundial de energia até 2050.

Com sinais de alertas, o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) aponta a situação crítica da perído em curso. O texto de Balanço Geral (global stocktake) da COP28 convoca os países para adotarem a transição dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos. Os anos de 2021-2030 simbolizam a última janela de oportunidades para encarar com rapidez a emergência climática. Para atingir zero de emissões líquidas de gás de feito estufa (VEE) até 2050, como manda a ciência, será preciso implementar políticas de forma justa, ordenada e equitativa. 

Para completar, em sessão plenária da COP28, a escolha oficial do Brasil, como sede da COP30, a ser realizada em Belém, no estado do Pará, com destaque pela aprovação com unanimidade. O período do evento ocorrerá entre 10 e 21 de novembro de 2025. Apoio similar tinha sido recebido em maio deste ano pelos países sul-americanos e caribenhos. Em 2024, a COP29 acontecerá no Azerbaijão, localizado entre a Ásia e a Europa. O universo da COP e o mercado de carbono, em especial no caso nacional, terá muita história para contar, junto com a integração do agronegócio global.  

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