Escoamento da produção requer a construção do alcoolduto
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Agronegócio

Escoamento da produção requer a construção do alcoolduto

As negociações entre Brasil e EUA viabilizariam a vinda de novas indústrias e acelerariam a construção do alcoolduto
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Caso se efetive a parceria entre Brasil e Estados Unidos, o país terá condições de transformar o etanol em commodity, com cotação na bolsa de valores mundial (como acontece hoje com petróleo) e de se tornar o maior exportador não só do álcool, mas de toda a tecnologia de sua utilização como combustível.

As negociações entre Brasil e EUA viabilizariam a vinda de novas indústrias para o país e acelerariam a construção da Ferrovia Norte-Sul, para transporte de açúcar, e do alcoolduto ligando Goiás a São Paulo, para o escoamento do combustível. Este alcoolduto poderia se estender a Mato Grosso através de um ramal exclusivo para o transporte do produto aos grandes centros consumidores e aos portos de exportação.

Até o momento, o Estado praticamente não exporta álcool devido à falta de uma logística de transporte capaz de baratear os custos do frete e garantir competitividade ao produto no mercado internacional.

Para o secretário-adjunto de Desenvolvimento de Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia, José Epaminondas Mattos Conceição, um dos motivos do crescente interesse da comunidade internacional pelo álcool é a escassez do petróleo e as disparadas da cotação no mercado internacional. “Isso mostra com clareza a tendência de os países usarem combustíveis renováveis e menos poluentes. E o etanol desponta como a grande solução tanto para uso na forma pura (álcool hidratado) ou associado à gasolina (anidro)”, destaca.

Na opinião dele, a criação de uma entidade forte para controlar a produção e organizar os países exportadores de álcool poderá direcionar e estimular os investimentos para o Centro-Oeste brasileiro, especialmente para Mato Grosso.

“Temos tudo. O que falta aqui são apenas logística de transporte e capital para ingressarmos em um novo ciclo de desenvolvimento”, frisa José Epaminondas.


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